sexta-feira, 27 de março de 2009

Um sonho tornado realidade…

Era uma vez um casal muito pobre, que vivia numa aldeia longínqua e praticamente desabitada.
O grande sonho da mulher era ir a uma ilha chamada “Ilha dos desejos realizados”. Àquela ilha ligava-se uma lenda que dizia que quem tivesse desejos antigos e que nunca se realizaram, deveria dar uma volta completa à ilha e todos os desejos se realizavam.
O marido, como já estava farto de ouvir as lástimas da mulher, decidiu arranjar tábuas de madeira e fez um barco completo num mês.
Mostrou-lhe o barco que tinha construído e levou-a à ilha.
Depois de lá chegarem, verificaram que aquela ilha parecia mágica. Só se ouvia o cantar dos pássaros e as ondas do mar. Em toda a volta da ilha só havia rosas de todas as cores. Era lindo!
Andaram mais um bocado e lá bem ao longe, viram um castelo coberto de trepadeiras verdes. Como não sabiam o que era, decidiram aproximar-se mais.
De repente, apareceu um velho príncipe que vivia que vivia solitário naquela ilha. Chamavam-lhe o valho sábio.
Durante aqueles minutos, a única coisa que ele lhes disse foi:
- Não ambicioneis mais do que vos é dado e não tenhais inveja dos outros. Vivei a vida como ela vos é dada.
Eles, estranhos com o que aconteceu, vieram embora e até hoje as suas atitudes e o seu comportamento perante a sociedade mudou totalmente.
O velho príncipe, com as poucas palavras que disse fez esta mulher perceber que não se faz o destino. Ele vem aos poucos, à medida que os dias passam.
E assim, hoje têm treze filhos e vivem honestamente e felizes.


Maria 8ºB

CARPE DIEM

Aproveitem o dia,
rapazes e raparigas!!!


Porque:
Somos como as flores que
hoje estão viçosas e amanhã estarão murchas.
Somos como as águas do rio que
nunca passarão da mesma forma no mesmo leito.
Somos como as palavras escritas na areia que
se apagarão com a vinda das ondas.
Somos como as folhas das árvores que,
depois de caídas no chão, se transformarão em húmus.
Somos, afinal, simples mortais que,
após a morte, nos transformaremos
num faustoso banquete para os esfomeados vermes.

Por isso:
Aproveitemos cada dia da nossa vida,
como se fosse o último da nossa mísera existência…

Mas…
Vamos vivê-lo de forma moderada,
para, mais tarde, não sentirmos a dor penosa da falta.
Vamos sentir o Amor e a Felicidade,
da maneira mais simples,
para vivermos em Paz.
Vamos estudar,
para, um dia, sermos alguém útil para a Sociedade
e não apenas parasitas da mesma.
Vamos respeitar os outros,
para sermos também merecedores do Respeito do próximo.
Vamos cultivar o espírito da Solidariedade,
para enchermos o Mundo de Alegria.
Vamos…

Assim viveremos uma vida de Prosperidade
A nível amoroso, profissional e familiar.
Faremos felizes quem nos envolve.
E, quando fecharmos os olhos,
Seremos lembrados como almas boas,
Dinamizadores e construtores da União no Mundo.

Professora Sofia Pereira

Conversas com o poeta Mário e a turma do 8ºC

No dia 11 de Março fomos à biblioteca assistir às conversas com o poeta Mário Castro, residente na nossa terra da Livração.
Gostámos muito da sua poesia e da forma como ele se expressou. Mais admirados ficámos com a sua maneira de ler com os dedos, apoiados numa folha branca e picotada.
O modo como ele encara a vida encontra-se repleta de energias positivas, como se tivesse olhos na alma. Mário diz inspirar-se na sua terra natal, na sua infância e em tudo o que o rodeia. Ele é filho de pais moleiros e tal facto reflecte-se na sua escrita, quando ele fala do rio Odres. Ele disse que foi aí que aprendeu a nadar e a pescar. Também ele roubava fruta na sua infância. Não no Modelo, mas nas árvores que se encontravam na berma do rio.
A perda da visão aos 7/8 anos, levou-o a encarar a vida de outra maneira. Os seus outros sentidos ficaram mais desenvolvidos, devido à ausência da visão, ajudando-o no seu quotidiano. Ele considera que os seus poemas são os seus filhos, não podendo escolher um preferido. Ele chegou mesmo a fazer a comparação entre “fazer amor” e construir os seus poemas, porque apenas faz cada uma destas acções quando tem vontade e prazer.
Para Mário, a Natureza é um bem precioso, bem este que muitos de nós não damos valor.
Os seus poemas foram lidos expressivamente por amiga de Mário, chamada Fátima, que é actriz e encenadora. Ela auxiliou o poeta invisual e a leitura, que fez para todos nós, tocou-nos profundamente bem no fundo do nosso pequeno coração, principalmente quando leu o poema “O Marco que me marca!”
Resta-nos finalmente que dizer que gostávamos muito que ele regressasse à nossa escola, para nos fascinar com as suas conversas.
Oxalá o nosso desejo se concretize!!!


Professora Sofia Pereira e alunos do 8ºC

Visita de estudo dos CEF a Lisboa

No dia 6 de Março, nós, os alunos dos CEF, tivemos uma visita de estudo a Lisboa, tendo por objectivo percorrer os trilhos do Museu da Electricidade.
Saímos da escola às 08:30h e logo em Constance deparámo-nos com um acidente com um carro que se despistou. Bom, para sermos francos, até chegarmos à terra dos alfacinhas vimos muitos acidentes na estrada Ao longo da viagem, passámos pelos estádios do Dragão, do Sporting, do Belenenses e do Nacional. Também passámos ao lado do Aeroporto de Lisboa e contemplámos muitos aviões, quer em terra quer no ar. Nas grandes planícies de Santarém, avistámos muitos vitelos, que pastavam a erva verdinha.
Já em Lisboa, gostámos muito de ver a torre de Belém, o Cristo Rei, as enormes pontes Vasco da Gama e Vinte e Cinco de Abril e o rio Tejo. Ficámos deslumbrados com o aqueduto das águas livres e com a estátua do Marquez de Pombal. Em posição a esta beleza, encontrámos muitos bairros de lata, habitados por pessoas de raça cigana e de raça negra.
Nós pensávamos que em Lisboa havia raparigas bonitas, mas foi uma autêntica desilusão!
Museu da Electricidade - LisboaDepois de termos comido no Centro Comercial Colombo e de termos entrado em várias lojas, como a Sport Zone, continuámos a nossa visita de estudo rumo às instalações do Museu da Electricidade.
Fizemos muitas experiências e o Sérgio foi o único que ficou com os cabelos em pé. Vimos um prato suspenso no ar, muitas caldeiras, miniaturas da fábrica e ao caminharmos em cima de placas de vidro parecia que estávamos em cima de brasas acesas e de cor laranja. Também encontrámos um robô que retratava a época em que as máquinas trabalhavam a carvão. Esse robô dizia: «mete mais água na caldeira»; «corta o carvão»; «mete carvão na caldeira». No fim da visita fizemos experiências e jogos muito interessantes, como, por exemplo, aquela em que dávamos à manivela e, através de um íman, limalhas de ferro eram sugadas.
Ainda no Museu, o Fábio Tadeu ganhou uma foto dele, porque respondeu correctamente a um questionário.
Depois de terminada a visita, regressámos felizes, mas cansados, a Toutosa, onde chegámos às 23h30.

Professora Sofia Pereira e alunos do CEF RC

sexta-feira, 20 de março de 2009

A adolescência...

A adolescência, para algumas pessoas, é uma fase complicada. É a idade em que começamos a dar mais valor à vida, em que damos mais importância às coisas por vezes sem valor e em que temos mais responsabilidades. Entramos na idade da parvoíce e na idade do amor. Também na adolescência começamos a percebermo-nos melhor a nós próprios, mas em algumas pessoas é o contrário. Também parece que já não nos importamos com nada, como, por exemplo, com a escola. Muitas pessoas, nesta idade, ficam apaixonadas, só pensam nisso, por isso é que, às vezes, os alunos baixam as notas…
Acho que a adolescência é diferente em todas as pessoas: algumas têm uns sentimentos, outras têm outros. Por vezes, a adolescência pode tornar-se traumática. Isso depende de pessoa para pessoa!
Quanto à minha adolescência, acho que tenho mais responsabilidades. É uma idade divertida, bonita de viver e acho que deve ser aproveitada, porque um dia mais tarde não sabemos o que irá acontecer. Mas deve ser usufruída de uma forma calma e agradável, para um dia mais tarde termos recordações agradáveis da nossa adolescência. Se a soubermos aproveitar, um dia mais tarde, podemos tornar-nos em mulheres/ homens. Por isso devemos viver a adolescência de uma maneira pacífica e saber que esta é uma fase importante, para mais tarde sermos o que queremos ser.

Helena Catarina, 8ºC