segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma esplanada sobre o mar - continuação


Cada dia que passava, o rapaz encorajava-se e vivia o dia-a-dia como se fosse o último, aproveitava-os da melhor forma. A rapariga, um dia, pensou que podia ajudá-lo e decidiu ir morar com ele os últimos meses da sua vida.
Sem que ele soube-se o que ela andava a planear, certo dia ela foi ter a casa dele. Bateu à porta e :
- Olá!!! – disse o rapaz cheio de alegria, beijando-a com mil e um beijos.
Mas ele reparou que ela trazia muitas malas e, vendo isso, perguntou:
- Para que são tantas malas? - perguntou o rapaz com curiosidade.
- Já que não podes ir ter com a maior alegria, vem a alegria ter contigo! – exclamou a rapariga com ar de quem também tem o último dia para viver.
Já sentados no sofá, a rapariga perguntou:
- Mas afinal qual é a doença que tu tens? – perguntou a rapariga com ar curiosa.
-É um cancro da pele, já num estado pouco avançado... – disse o rapaz quase a chorar.
- Mas esse cancro não tem cura? –­ inquiriu a rapariga cheia de esperança.
- Tem, mas a probabilidade de cura é pouca. Disse-me o médico que numa percentagem até cem por cento de probabilidades era de mais ou menos de vinte por cento – respondeu o rapaz já com as lágrimas à flor da pele.
- Pensa comigo... – disse a rapariga – O tratamento na Holanda é setenta por cento eficaz e demora mais ou menos um mês e meio. Se fossemos já, mesmo que não dê resultado, ainda ficas com um mês para aproveitar a vida e também não custa nada tentar! – Exclamou a rapariga com imensa esperança.
O rapaz concordou e, enchendo-se de entusiasmo, gritou em cima do sofá:
- Eu vou conseguir!!! Eu vou para a Holanda hoje!!!
E lá foram eles entusiasmados com alegria para a Holanda.
Passado um mês e meio de muito esforço e aplicação, eles conseguiram superar o maior desafio das suas vidas, curar o cancro.
Quando chegou a Portugal, o rapaz deu uma entrevista à TVI e disse uma frase muito importante:


- Portugueses, vou dizer-vos umas palavras...


Nunca desistam de um desafio, mesmo que este seja quase impossível…


Luis Filipe,n.º16, 9.ºA

O Palácio encantado

Era uma vez um palácio na terra do nunca, onde vivia uma fada, um rei, uma princesa e um príncipe.
O Príncipe encontrou a princesa e disse-lhe:
- Não podemos fazer coisas como os adultos?
Porque os adultos têm responsabilidades que as crianças não têm!
A princesa respondeu:
O meu grande sonho era crescer para ser adulta, para fazer o que me desse na cabeça. Não era preciso pedir autorização a ninguém.
Ao mesmo tempo que ela disse isto parece-lhe uma fada, que tinha o nome de Sininho e quando estava feliz brilhava muito e quando estava triste não brilhava.
A Sininho concretizou o sonho dela e a princesa ficou adulta.
No princípio, ela ficou contente, mas depois viu que não tinha vontade de brincar e o príncipe começou a ficar triste por não ter a sua amiga especial a quem contava tudo o que era importante na sua vida.
A princesa começou a chamar pela Sininho.
A Sininho perguntou à princesa o que se passava.
E a princesa disse que estava triste por ter pedido esse desejo.
Ela perguntou à Sininho se podia desfazer o pedido.
O sininho disse que sim.
Eles perguntaram se podiam ir à terra do nunca, onde o Sininho vivia, pois, segundo eles, “é tão bonito, tão brilhante”.
Ela ainda perguntou:
Posso levar o meu pai para conhecer á terra do nunca.
A fada respondeu afirmativamente.
O pai da princesa, quando chegou, disse:
Tão bonito!
E assim foi construído um palácio na terra do nunca, que ficou sendo o palácio encantado.
E todos viveram felizes para sempre.

Andreia Cardoso Nº2 Turma 8ºC

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A leiteira e as amoras

Era uma vez uma pobre leiteira que vivia numa pequena casa. Ela tinha duas vacas, que lhe davam leite. Mas as duas vacas estavam muito magras, pois a pobre mulher não tinha dinheiro para comprar a palha para elas. Ela bem que tentava vender o leite, mas as pessoas já não o queriam, preferiam beber o café, de manhã, em vez do leite. Estavam enjoadas!!!
O que é que haveria de fazer?
Um dia, as vacas, já esfomeadas, sem comer, fugiram do estábulo e foram com a leiteira até ao pasto, onde havia grandes silvados que davam grandes amoras cor-de-rosa. Como as ervas estavam todas rapadas, por causa de um rebanho de ovelhas as ter comido, as vacas tiveram de comer as amoras, pois, com aquela fome, mal se seguravam de pé.
No outro dia de manhã, a mulher foi mugir as vacas para beber o seu leite ao pequeno-almoço e reparou que ele era cor-de-rosa, tal como as amoras que tinham comido no dia anterior. Ao provar o leite confirmou: era “leite de amora”.
Nesse dia, voltou a levar as vacas a comer as amoras e o leite continuou cor-de-rosa. Não havia dúvida: aquelas amoras eram especiais!
Então, levou logo o leite para a feira:
– Ó freguês, ó freguês, venha ver o meu leite de amora!
Um homem, curioso, veio provar o leite:
– Que leite bom! – Exclamou o homem – Como é que o fez?
– Eu não o fiz, é claro! As vacas é que o dão!
O homem ficou muito espantado, mas elogiou a mulher e comprou duas bilhas de leite.
O homem saiu dali e mostrou o leite a várias pessoas da feira. Rapidamente o leite ficou famoso e a mulher rica, pois as encomendas não paravam de aumentar. A pouco e pouco, o café da manhã foi trocado pelo leite de amora.

Foi assim a história da leiteira que de mulher pobre, ficou rica e famosa.

Carlos Samouco, 8ºB

A minha infância - aventura mais marcante

Ainda me recordo tão bem dos meus tempos de infância! Quando brincava com os meus primos, os colegas do infantário e da primária com quem me divertia muito. Ainda hoje, passados dez anos, reencontro-me com eles na escola, onde somos muito unidos (Não o posso deixar de afirmar!).
A parte mais marcante da minha infância foi, sem dúvida, as brincadeiras que eu tinha no infantário com os meus “velhos” amigos. Lembro-me muitas vezes de ir brincar para a pista ou de ir fazer desenhos com marcadores e, às vezes, fazia umas “pinturas” com os pincéis.
Mas o que vos vou contar passou-se com os meus primos na altura do Natal, em casa dos meus avós, local onde eu, os meus primos e restante família costumamos passá-lo.
Já de barriga cheia, depois do jantar, nós “invadíamos” a casa dos meus avós para jogar às “escondidas no escuro”. Tal como o nome indica, tínhamos de nos esconder num certo espaço da casa em escuridão total. Desta forma, quem nos procurasse deveria ter o cuidado de vasculhar cada recanto da casa a pente fino para nos encontrar. Certa hora foi a minha vez de procurar. Quando já estavam todos escondidos, eu entrei para uma divisão escura com sofás e uma mesa com uma toalha branca, bordada à mão pela minha avó. Procurei por baixo da mesa, mas só descobri que tinha feito um “galo”, pois dei lá uma cabeçada. Ouvi depois uns risinhos naquela sala, resultantes da minha cabeçada na mesa, e descobri logo duas pessoas atrás dos sofás. Continuei a minha busca no quarto dos meus avós, mas lá tudo foi mais fácil, pois fui de encontro ao meu alvo. Agora só me faltava encontrar uma pessoa e foi aí que tudo aconteceu. Procurei, procurei, mas nada... De repente, ouvi miar. Miau, miau… Pensei logo que fosse para me despistar. Mas continuei a ouvir e fui directo ao som para o apanhar de surpresa. Abri o guarda-vestidos, que era de onde o som vinha, e, para meu espanto, em vez de encontrar uma pessoa, encontrei três gatinhos que ainda hoje a minha avó os tem.

Foi este, de facto, um dos momentos mais marcantes da minha infância.

Carlos Samouco, 8ºB

A Flor e a Borboleta

Era uma vez uma borboleta muito bonita. Era roxa e tinha muitas pintinhas amarelas, era grande e muito vistosa. Um dia, quando ia dar um dos seus passeios matinais, encontrou uma flor muito bonita. Era amarela e cor-de-rosa. A borboleta achou-lhe muita graça e decidiu meter conversa com ela e perguntou-lhe:
-Bom dia, como te chamas?
-Bom dia, eu chamo-me Margarida e tu?
-Eu chamo-me Leninha! Queres vir comigo dar um passeio?
-Sim, mas tenho que ir pedir à minha mãe.
-Está bem, eu espero aqui um bocado.
Passado algum tempo, chegou a Leninha e disse:
-Vamos?! A minha mãe deixou-me.
-Então vamos, tenho a certeza que vais gostar muito do meu passeio matinal.
Lá foram as duas pelo bosque. Passado algum tempo, a Margarida disse:
-Leninha, eu sei que nos conhecemos há algumas horas, mas penso que podemos ser as melhores amigas?
-Eu também tive essa impressão! Queres ser a minha melhor amiga?
-Sim claro!
-Então a partir de agora somos as melhores amigas, mas para isso eu tenho que te mostrar um lugar um lugar muito especial.
Lá andaram elas durante um bom bocado... Passado alguns minutos chegaram ao tal local especial.
A Leninha achou muito bonito aquele lugar e perguntou-lhe:
-Como é que conhecias este lugar?
-Este é o meu sítio, quando estou triste é para aqui que eu venho. E tenho uma ideia!!!
-O quê? Diz estou a ficar impaciente.
-E que tal se nós as duas partihássemos este sítio marvilhoso? E este pode ser o nosso sítio de amizade. Sempre que nos queiramos encontrar, vimos aqui. Então queres?
-Sim, claro! Está combinado! Este é nosso lugar de amizade.
-Vamos embora?
-Porquê? Já queres ir?
-Sim, porque tenho que ir tratar das minha irmãs.
-Tu tens irmãs?
-Sim e são todas muito bonitas, todas elas são azuis e têm pintinhas cor-de-rosa, como eu.
-Adoraría conhecê-las! Quantas é que são?
-Sao vinte!
-É claro que podes! Anda!
Lá foram elas... Passado algum tempo lá chegaram elas a casa da Leninha. A Margarida adorou conhecer as vinte irmãs dela...
Com o passar do tempo, elas tornaram-se cada vez mais amigas. Mas um dia tudo aconteceu. Os pais de Margarida morreram e ela ficou tritíssima. No dia do funeral, a Leninha, as vinte irmãs e os pais foram ao funeral. Nesse mesmo dia, a Margarida ficou tão triste, que decidiu ir para o lugar encantado. Ela queria muito estar sozinha... Mas como a Leninha já sabia onde ela estava, foi ter com ela e disse-lhe:
-Sei que agora ficaste sozinha (sem pais). Quero perguntar-te uma coisa?
-O quê? Diz!
-Queres vir viver comigo?
-Não sei, porque vós já sois muitos...
-Mas eu e a minha família queremos que tu venhas. Vem, por favor!
-Está bem!
Lá foram as duas e parti desse dia, as duas juraram nunca mais se separarem até fizeram as juras de amizade.
E assim terminou uma história de amizade!
Era bom que todas as histórias de amizade terminassem assim!!! ^-^

Diana, 8ºC

Conto policial - Quem é o assassino?

No dia 3 de Janeiro, a família Viana Levi decidiu ir dar uma volta. Nessa família existiam as seguintes pessoas: D.Margarida (mãe); Dr. João (pai); D.Helena (filha do meio); D.Bárbara (filha mais nova); e o D.Vítor (filho mais velho). Ao anoitecer voltaram a casa, pois começou a chover torrencialmente. Foi nesse momento que tudo aconteceu! A D.Margarida decidiu ir para a cama, pois já estava muito cansada, o Dr.João foi acabar de fazer um trabalho, o D. Vítor foi estudar, porque tinha um teste no dia seguinte, e ficaram as duas irmãs a ver televisão. Uma delas a Bárbara (filha mais nova) disse para Helena (filha do meio):
-Lena, vou ter que ir até lá fora! (disse com medo)
-Está bem, mas nao queres que eu vá contigo? É que esta a chover muito e pode falhar a luz a qualquer momento. (disse preocupada).
-Não, deixa estar, não te preocupes! (disse com medo)
-Está bem, mas despacha-te!
-Está bem, mana galinha... Tchau.
Lá foi a Bárbara e disse a pensar para ela:
-Uh!!! Ainda bem que eu consegui convencer a minha irmã... Se ela me vi-se com o Manuel (namorado) ela matava-me (disse pensando para ela).
Mas o que ela não sabia é que a irmã dela (Helena) ia a segui-la. Com um bocado de receio lá foi a Bárbara pelo meio do jardim. E foi aí que Bárbara foi assassinada com várias facadas e também foi espancada. A Helena, quando se deparou com aquilo, chorou imenso (no momento em que ela foi assassinada, a luz falhou, logo Helena não viu absolutamente nada). Gritando com todas as suas forças, chamou pela família.
No dia seguinte, já a Bárbara tinha analisada por um médico. Todos estavam muito tristes e o namorado (Manuel), quando soube, ficou tristíssimo.
Passado alguns dias, a Helena pensou:
-Será que aquele tal Manuel era o namorado da minha irmã?
E decidiu ir procurar nas coisas da Bárbara. Lá encontrou várias cartas de amor e muitas fotografias deles os dois, mas numa dessas cartas estava escrito:
- «No dia 3 de Janeiro pelas 22h.30, vem ter comigo ao jardim, porque tenho uma surpresa para ti.»
Helena pensou logo que ele a tinha morto. Nesse mesmo dia, chegou lá a polícia judiciária. Fez várias perguntas a todos os membros da família, até que chegou a vez da Helena. Ela decidiu contar-lhes e dizer-lhes que descofiava dele.
Nesse mesmo dia, a judiciária foi a casa do Manuel (namorado da Bárbara) e perguntou-lhe:
-No dia 3 de, Janeiro, pelas 22h.30, foste ter com a Bárbara Viana Levi, ao jardim dela?!
-Fui, mas não fui eu que a matei, pois não cheguei a tempo, por causa da chuva torrencial que caiu durante um bom bocado de tempo. Eu fiquei retido na estrada, por causa de um desabamento de terra. (disse com medo).
-Tem testemunhas?
-Não, mas tem que acreditar em mim.
O tempo foi passando até que a polícia descobriu que o Manuel tinha mentido. E tornou a ir a casa dele fazer outro inquérito. Mas ele negou tudo.
Passado mais algum tempo, a Helena descobriu uma pista contra a mãe (Margarida) e o pai (João). A empregada disse a Helena que o seu pai e a sua mãe tinham saído durante a noite.
No dia 6 de Fevereiro, chegaram os elementos da polícia judiciária à mansão e disseram:
- Já sabemos quem matou a menina Bárbara Viana Levi. Além de isso andaram a dizer que a D.Margarida e o Dr.João Viana Levi tinham saído durante a noite, mas foi tudo mentira!
-Os assassínos foram: A D.Helena Viana Levi e Manuel Castro (namorado).
A D.Margarida e o Dr.Joao disseram:
-O quê a minha filha?!?
-Sim...
-Não, mãe não fui eu.
-Foste sim, porque tu e o Manuel encontraram-se nessa mesma noite uma hora antes e também descobrimos que eram amantes. D.Helena tinha inveja da sua própria irmã, e o Manuel só a queria para lhe roubar o dinheiro todo.
-Não pode ser, a minha filha. Nãooooo!!!
Lá foram os dois presos, por muitos e muitos anos!!!


Diana, 8ºC

Moral da história:

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A chave verde

Era uma vez um rei de um reino muito distante. Um dia, ao amanhecer, descobriu, preocupado, que a pequena chave verde, que guardava na gaveta da cómoda, tinha desaparecido.
O rei ficou preocupadíssimo com o facto de a chave ter desaparecido e decidiu mandar os seus soldados revistarem todas as casas dos habitantes daquele reino. Só que havia um problema! O problema era que estavam no Verão e as chaves do reino eram pretas e ao apanharem sol ficavam verdes, ou seja, existiam muitas chaves verdes, o que dificultava a vida ao rei e aos soldados. Dificultava a vida ao rei porque, ele tinha que tentar descobrir que tinha a dita chave, aos soldados porque eram eles que recolhiam as chaves.
No dia seguinte, o rei deu ordens para que os soldados recolhessem todas as chaves do reino que focem verdes. Os soldados demoraram quatro dias até recolher todas as chaves verdes do reino. Eles chegaram ao castelo «feitos num oito», ou seja, mesmo muito cansados.
Nesse mesmo dia, o rei começou logo a tentar descobrir se algum dos habitantes tinha a sua chave verde. Ele procurou, procurou, procurou até que chegou à sua última chave e, mesmo assim, não encontrou a sua querida chave. O rei pensou para si mesmo:
- Se calhar algum dos meus súbditos já pensava que eu iria fazer isto, por isso, deve ter pintado a chave de preto. «Eureka»! Descobri! Só pode ter sido isto!!!
Na manhã seguinte, o rei mandou recolher apenas as chaves pretas e, para espanto do rei, apenas existia uma chave preta. O rei mandou as aias da sua mulher lavarem muito bem a chave para ver se era aquela a sua chave.
Passadas umas duas horas, as aias vieram entregar-lhe a chave e a tinta preta tinha saído completamente. E foi assim que o rei descobriu a chave verde que era tão especial para si.

Marta, 8ºB