terça-feira, 19 de maio de 2009

O país dos gnomos

Era uma vez um menino muito curioso, que tinha 10 anos e que se chamava Bruno. Ele tinha olhos azuis, era alto e tinha cabelos loiros.
Numa bela tarde, ele foi dar um passeio ao jardim mais bonito e encantador que ele já alguma vez tinha visto.
Esse jardim despertava-lhe uma enorme curiosidade. Decidiu então ir para cima de um tronco de uma árvore e viu que lá, no topo da árvore, havia muitas casas pequeninas e muitos gnomos. Mas, quando eles o viram, desataram a correr para dentro de suas casas, com medo que o Bruno lhes fizesse mal.
Depois ele disse que não lhes queria fazer mal e eles fizeram um feitiço para ele ficar mais pequeno. Ele ficou um gnomo como eles.
Ele ficou encantado, ele nunca tinha visto o País dos gnomos.
Desde então, todas as tardes, ele começou a ir a esse jardim, para ir ter com os seus amigos gnomos.
Ele no País dos gnomos não fazia nada, pois os gnomos faziam-lhe tudo para ele não ir contar aos outros seus amigos onde os gnomos viviam.
Um dia, um dos gnomos decidiu não lhe fazer mais nada, pois eles estavam muito cansados.
O Bruno ameaçou-os dizendo que ía contar aos seus amigos onde eles viviam. Eles não se importaram e voltaram ao trabalho, normalmente.
O Bruno como viu que eles não se importaram com aquilo que lhes disse, foi para sua casa pensar.
No outro dia, foi ter com os gnomos e pediu-lhes desculpa por tudo o que lhes tinha feito. Eles aceitaram o pedido de desculpas e perguntaram-lhe se ele ainda queria continuar lá, no País dos gnomos.
O Bruno respondeu que sim e prometeu que os ajudava a fazer tudo o que eles quisessem. A partir daí, o Bruno ficou para sempre no País dos gnomos, transformando-se num verdadeiro gnomo.

Andreia, 7ºC, nº8

A Bruxa que destrói a aldeia

Era uma vez uma bruxa muito má, mas mesmo muito má, que ficava feliz com a tristeza dos outros.
Ela chamava-se Gertrudes e tinha muitos anos... já nem se conseguem contar. Mas ela tomava uma poção mágica e nunca ficava velha.
Ela detestava aquela aldeia e os que lá viviam.
Então pôs-se a pensar num plano para destruir a aldeia.
Passado algum tempo, teve uma ideia magnífica.
Pegou na sua varinha mágica, apontou para as árvores todas da aldeia e elas ficaram murchas. Parecia que tinham morrido…
Depois foi para junto das plantas e estas morreram todas.
Entretanto foi para o lado dos animais e a maioria dos animais fugiram. Mas os mais lentos ficaram para trás.
Depois apareceram as fadas e os habitantes da aldeia para pararem a bruxa Gertrudes.
Ela apontou a varinha mágica para eles, mas eles usaram a sua varinha para a combater o seu feitiço, que foi contra ela. Ela morreu então.
Então as fadas usaram o seu poder para pôr a aldeia alegre outra vez.
Todos os habitantes da aldeia ficaram felizes por se terem livrado da bruxa Gertrudes.

Andreia, 7ºC, nº8

Reflexão sobre os Direitos da Criança

Toda a criança, logo à nascença, tem o direito a ter um nome, sendo assim registada. Foi isso que aconteceu com todos nós e que acontecerá a todos os meninos que vierem ao Mundo.

O amor dos pais é fundamental para o nosso crescimento; assim como um lar bem estruturado e envolto de harmonia.

A alimentação saudável e a educação também são indispensáveis para o nosso desenvolvimento físico e psicológico. Só através da cultura se pode ser um cidadão activo e participativo na Democracia.

Toda a criança tem direito à educação gratuita, a fim de se preparar para um futuro, que é tão incerto nos dias de hoje. Por isso, ela deve instruir-se, deve ler, deve procurar as diferentes formas de expressão, para se afirmar na sociedade que a envolve. É isso que nós tentamos fazer: estudar para ser alguém!

A criança também tem de ser protegida de todo o tipo de negligência, pois o rapto, o tráfico de menores e as drogas invadiram o nosso meio, querendo ficar entre nós. Como tal, compete ao Estado e a todas as instituições competentes providenciar todos os meios que conduzam à nossa protecção. É tão frequente ligarmos a televisão ou o rádio e ouvirmos que uma criança foi raptada e não foi encontrada, que o gang X foi preso por tráfico de droga ou que uma criança foi espancada com violência. Mesmo junto de nós, na nossa terra, encontramos estas situações. Alguém age? Muitas vezes não sabemos... e é triste isso!!!

Bom, temos consciência que existe uma tal Convenção Mundial do Direito da Criança, mas também temos a certeza que nem todos os Direitos são cumpridos e seguidos... Ainda que muita gente tente proteger-nos; existem outras que estão constantemente a violar as leis estipuladas.

A turma do 7ºC e a prof. Sofia

terça-feira, 5 de maio de 2009

Os últimos três meses de Vida - Continuação do conto "Uma Esplanada sobre o Mar"


Depois do rapaz ter dito que tinha apenas 3 meses de vida e pouco mais, a sua namorada ficou “petrificada”, ou seja, em estado de choque.
- O quê!!! Não pode ser verdade!!! Tu estás a brincar comigo.
-Infelizmente não! Quem me dera a mim que estivesse a brincar. Mas não... isto é a mais pura e cruel das verdades.
A rapariga estava cada vez mais chocada com a frieza como o rapaz dizia que ia morrer e com a maneira como ele falava, parecendo que não estava nada preocupado com o facto de apenas ter 3 meses de vida.
A rapariga, muito esperançada, disse:
-Já agora que tipo de doença tens?
-Tenho um cancro maligno no estômago. Mas quero dizer-te que nestes meus 3 meses de vida quero vivê-los intensamente contigo, como se não tivesse doença nenhuma.~
-Ok, amor! Vamos viver como se nada tivesse acontecido.

Passados três meses mais ou menos, eles foram passear para a praia e sentaram-se na mesma esplanada. Estava um dia quente e o sol estava a fugir. Enfim estavam num autêntico clima romântico.
O rapaz disse:
-Amo-te.
E, ternamente, deita a cabeça sobre as pernas da rapariga e voltou a dizer:
-Amo-te muito. - Disse ele muito alto.
-Também te amo muito.
O rapaz riu, fechou os olhos e assim morreu num ambiente de enorme tranquilidade.

Diogo António, 9ºA

Continuação do conto "Esplanada sobre o mar."

Ele explicou tudo à rapariga, num grande sofrimento. Ela, ao perceber melhor o que se estava a passar, sufocou num choro profundo, e disse ao rapaz:
-Vamos conseguir curar-te, amor!
Ele respondeu:
-Não há cura possível...
Ela disse-lhe:
-Vamos aproveitar os três últimos meses que te restam! Vamos ser felizes durante o tempo que nos resta!
Ele deu-lhe um grande beijo, cheio de amor.
Aproveitaram os seus últimos meses, como se calhar ninguém o faria. Amaram-se de verdade e foram felizes enquanto puderam.
Ele, infelizmente, acabou por falecer. Ela não aguentou o sofrimento de perder o amor da sua vida e morreu de desgosto.
Foram um casal feliz durante toda a sua vida e, perante as dificuldades, nunca deixaram de se amar.

Hugo Baldaia, Nº13, 9ºA

Continuação do conto "Uma Esplanada sobre o Mar", de Virgílio Ferreira

A rapariga olhou nos olhos do rapaz e perguntou-lhe novamente :
-Mas que se passa contigo ? Continuo sem entender !-Disse a rapariga.
O rapaz, com uma lágrima escorrendo-lhe pela face, disse:
-Vou morrer .... e a minha doença não tem cura ...
A rapariga agarrou-se a ele a chorar e disse:
-Se vais morrer, eu vou junto contigo.
-Que ideia parva! Ainda tens muitos anos pela frente. _Disse o rapaz , enquanto uma lágrima escorria pela face.
-Eu AMO-TE e não vou conseguir sobreviver sem ti! - Disse a rapariga.
-Eu também te amo , mas o médico já não pode fazer mais nada.Está a chegar a minha hora .
O rapaz agarrou a mão da rapariga e disse:
-Promete-me que vais cuidar de ti...
A rapariga respondeu:
-Prometo , mas vou viver com muito sofrimento.

Ambos se abraçaram e cada um foi para o seu lado.

Tânia, 9ºA, Nº25

Os músicos encantadores




Era uma vez…, mas o quê é que era uma vez?
Ah! Já me lembro! Era uma vez uma banda, uma banda de músicos muito especial. Abanda parecia normal, mas quando os músicos começavam a tocar encantavam toda a gente que os via e ouvia. Faziam uma coisa que mais nenhuma banda de músicos se lembraria de fazer: tocava as melhores cantigas do Mundo.
Tocavam muito bem. As suas músicas eram melhores do que as sinfonias de Mozart e do que as músicas dos System of a Down.
Mas não era isso que encantava as pessoas. O que as encantava era alguma coisa que eu me esqueci! Digo-vos depois…

A banda tinha fãs entre os seis e os oitenta e cinco. Eram quase oitenta anos de diferença entre o mais novo e o mais velho.

O senhor António tem oitenta e cinco anos e é o mais velho da banda, também é o fundador da banda. Ele é o bisavô do Sérgio, o mais novo da banda. O senhor António tocava caixa e ainda tinha muita genica. O Sérgio, o seu bisneto, apenas levava a bandeira da banda. Eles eram os principais líderes da banda, da banda especial.
Um dia, foram a uma festa, em Costance. Toda a gente adorou, pois nunca tinham visto nada assim. Foi lindo, fascinante, fenomenal! Então com aqueles saltos e piruetas que faziam os fantásticos músicos…
Oh! Já disse o que eles faziam de tão fascinante!
Faziam concertos lindos, fascinantes, fantásticos, brilhantes que encantaVam meio Mundo. Tornaram-se assim uma famosa banda.

Mas muito tempo depois, cerca de dezassete anos depois, o senhor António morreu. Toda a gente ficou tristíssima... Já não tocavam como antes e não faziam aqueles saltos tão espectaculares! ...até que o Sérgio, já com vinte e três anos, decidiu reunir a banda e disse aos músicos:
-Em honra do meu bisavô, temos que voltar a tocar e a saltar como antes!
Todos os membros da banda disseram:
-Sim, vamos a isso!
A partir daí, voltaram a tocar e a saltar e, ainda que sem o senhor António, voltaram a impressionar tudo e todos!

Vítor, 8ºB

Hotel Prazer

A família Mendes foi passar férias à Serra da Estrela e ficou instalada no Hotel Prazer.
O hotel foi construído recentemente e, devido à sua popularidade, o dono do hotel mandou aumentar o edifício. Os quartos eram espaçosos e confortáveis, mas a varanda era pequena. Cada quarto tinha uma casa de banho privada e as janelas ficavam viradas para a pista de ski.
A família Mendes era constituída pelo pai André, pela mãe Maria e pelos filhos Miguel e Carlos, que eram gémeos. Com a família foi também o cão chamado Bolinhas e a gata Estrela.
Apesar de tudo isto, todos os dias os irmãos Miguel e Carlos e os seus pais iam para a sala de televisão, para a sala de jogos jogar bilhar ematraquilhos, … iam para os jogos de vídeo e até iam ver as grandes corridas de ski. Depois das grandes corridas, eles acabavam por praticar o desporto. Por fim, iam tomar banho e ir para as suas camas dormir.

Alunos do 8ºC

O Príncipe Daniel

Era uma vez um príncipe, chamado Daniel, que habitava numa ilha que se chamava a Ilha Da Vinci. Era uma ilha cheia de rosas, malmequeres, orquídeas, entre outras. Na ilha ao lado, morava uma bela princesa, que se chamava Juliana. Ela era bela, tinha um cabelo loiro e muito comprido, tinha também uma pele muito suave e amarelinha, …
Certo dia, o príncipe Daniel foi dar uma volta de barco e, de repente, reparou que o seu barco estava encalhado na areia da ilha onde a princesa Juliana morava. O príncipe, muito espantado por ter visto aquela bela ilha, desceu do barco e foi dar uma volta pela mesma. Passou durante horas e horas e, como estava muito cansado, decidiu parar por ali. Passado um tempo, ele avistou um grande castelo no cimo de uma montanha. Esse castelo era onde a princesa morava. O príncipe, muito curioso, decidiu ir até lá. Andou, andou e andou mais um bocado até que, por fim, chegou ao castelo. Os guardas do castelo perguntaram quem era ele? Depois de responder, eles abriram os portões e foram anunciá-lo ao rei. O rei recebeu-o de bom agrado e, depois de muito falarem, o rei da ilha decidiu apresentar-lhe a sua filha e os dois apaixonaram-se, acabando por se casar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um sonho tornado realidade…

Era uma vez um casal muito pobre, que vivia numa aldeia longínqua e praticamente desabitada.
O grande sonho da mulher era ir a uma ilha chamada “Ilha dos desejos realizados”. Àquela ilha ligava-se uma lenda que dizia que quem tivesse desejos antigos e que nunca se realizaram, deveria dar uma volta completa à ilha e todos os desejos se realizavam.
O marido, como já estava farto de ouvir as lástimas da mulher, decidiu arranjar tábuas de madeira e fez um barco completo num mês.
Mostrou-lhe o barco que tinha construído e levou-a à ilha.
Depois de lá chegarem, verificaram que aquela ilha parecia mágica. Só se ouvia o cantar dos pássaros e as ondas do mar. Em toda a volta da ilha só havia rosas de todas as cores. Era lindo!
Andaram mais um bocado e lá bem ao longe, viram um castelo coberto de trepadeiras verdes. Como não sabiam o que era, decidiram aproximar-se mais.
De repente, apareceu um velho príncipe que vivia que vivia solitário naquela ilha. Chamavam-lhe o valho sábio.
Durante aqueles minutos, a única coisa que ele lhes disse foi:
- Não ambicioneis mais do que vos é dado e não tenhais inveja dos outros. Vivei a vida como ela vos é dada.
Eles, estranhos com o que aconteceu, vieram embora e até hoje as suas atitudes e o seu comportamento perante a sociedade mudou totalmente.
O velho príncipe, com as poucas palavras que disse fez esta mulher perceber que não se faz o destino. Ele vem aos poucos, à medida que os dias passam.
E assim, hoje têm treze filhos e vivem honestamente e felizes.


Maria 8ºB

CARPE DIEM

Aproveitem o dia,
rapazes e raparigas!!!


Porque:
Somos como as flores que
hoje estão viçosas e amanhã estarão murchas.
Somos como as águas do rio que
nunca passarão da mesma forma no mesmo leito.
Somos como as palavras escritas na areia que
se apagarão com a vinda das ondas.
Somos como as folhas das árvores que,
depois de caídas no chão, se transformarão em húmus.
Somos, afinal, simples mortais que,
após a morte, nos transformaremos
num faustoso banquete para os esfomeados vermes.

Por isso:
Aproveitemos cada dia da nossa vida,
como se fosse o último da nossa mísera existência…

Mas…
Vamos vivê-lo de forma moderada,
para, mais tarde, não sentirmos a dor penosa da falta.
Vamos sentir o Amor e a Felicidade,
da maneira mais simples,
para vivermos em Paz.
Vamos estudar,
para, um dia, sermos alguém útil para a Sociedade
e não apenas parasitas da mesma.
Vamos respeitar os outros,
para sermos também merecedores do Respeito do próximo.
Vamos cultivar o espírito da Solidariedade,
para enchermos o Mundo de Alegria.
Vamos…

Assim viveremos uma vida de Prosperidade
A nível amoroso, profissional e familiar.
Faremos felizes quem nos envolve.
E, quando fecharmos os olhos,
Seremos lembrados como almas boas,
Dinamizadores e construtores da União no Mundo.

Professora Sofia Pereira

Conversas com o poeta Mário e a turma do 8ºC

No dia 11 de Março fomos à biblioteca assistir às conversas com o poeta Mário Castro, residente na nossa terra da Livração.
Gostámos muito da sua poesia e da forma como ele se expressou. Mais admirados ficámos com a sua maneira de ler com os dedos, apoiados numa folha branca e picotada.
O modo como ele encara a vida encontra-se repleta de energias positivas, como se tivesse olhos na alma. Mário diz inspirar-se na sua terra natal, na sua infância e em tudo o que o rodeia. Ele é filho de pais moleiros e tal facto reflecte-se na sua escrita, quando ele fala do rio Odres. Ele disse que foi aí que aprendeu a nadar e a pescar. Também ele roubava fruta na sua infância. Não no Modelo, mas nas árvores que se encontravam na berma do rio.
A perda da visão aos 7/8 anos, levou-o a encarar a vida de outra maneira. Os seus outros sentidos ficaram mais desenvolvidos, devido à ausência da visão, ajudando-o no seu quotidiano. Ele considera que os seus poemas são os seus filhos, não podendo escolher um preferido. Ele chegou mesmo a fazer a comparação entre “fazer amor” e construir os seus poemas, porque apenas faz cada uma destas acções quando tem vontade e prazer.
Para Mário, a Natureza é um bem precioso, bem este que muitos de nós não damos valor.
Os seus poemas foram lidos expressivamente por amiga de Mário, chamada Fátima, que é actriz e encenadora. Ela auxiliou o poeta invisual e a leitura, que fez para todos nós, tocou-nos profundamente bem no fundo do nosso pequeno coração, principalmente quando leu o poema “O Marco que me marca!”
Resta-nos finalmente que dizer que gostávamos muito que ele regressasse à nossa escola, para nos fascinar com as suas conversas.
Oxalá o nosso desejo se concretize!!!


Professora Sofia Pereira e alunos do 8ºC

Visita de estudo dos CEF a Lisboa

No dia 6 de Março, nós, os alunos dos CEF, tivemos uma visita de estudo a Lisboa, tendo por objectivo percorrer os trilhos do Museu da Electricidade.
Saímos da escola às 08:30h e logo em Constance deparámo-nos com um acidente com um carro que se despistou. Bom, para sermos francos, até chegarmos à terra dos alfacinhas vimos muitos acidentes na estrada Ao longo da viagem, passámos pelos estádios do Dragão, do Sporting, do Belenenses e do Nacional. Também passámos ao lado do Aeroporto de Lisboa e contemplámos muitos aviões, quer em terra quer no ar. Nas grandes planícies de Santarém, avistámos muitos vitelos, que pastavam a erva verdinha.
Já em Lisboa, gostámos muito de ver a torre de Belém, o Cristo Rei, as enormes pontes Vasco da Gama e Vinte e Cinco de Abril e o rio Tejo. Ficámos deslumbrados com o aqueduto das águas livres e com a estátua do Marquez de Pombal. Em posição a esta beleza, encontrámos muitos bairros de lata, habitados por pessoas de raça cigana e de raça negra.
Nós pensávamos que em Lisboa havia raparigas bonitas, mas foi uma autêntica desilusão!
Museu da Electricidade - LisboaDepois de termos comido no Centro Comercial Colombo e de termos entrado em várias lojas, como a Sport Zone, continuámos a nossa visita de estudo rumo às instalações do Museu da Electricidade.
Fizemos muitas experiências e o Sérgio foi o único que ficou com os cabelos em pé. Vimos um prato suspenso no ar, muitas caldeiras, miniaturas da fábrica e ao caminharmos em cima de placas de vidro parecia que estávamos em cima de brasas acesas e de cor laranja. Também encontrámos um robô que retratava a época em que as máquinas trabalhavam a carvão. Esse robô dizia: «mete mais água na caldeira»; «corta o carvão»; «mete carvão na caldeira». No fim da visita fizemos experiências e jogos muito interessantes, como, por exemplo, aquela em que dávamos à manivela e, através de um íman, limalhas de ferro eram sugadas.
Ainda no Museu, o Fábio Tadeu ganhou uma foto dele, porque respondeu correctamente a um questionário.
Depois de terminada a visita, regressámos felizes, mas cansados, a Toutosa, onde chegámos às 23h30.

Professora Sofia Pereira e alunos do CEF RC

sexta-feira, 20 de março de 2009

A adolescência...

A adolescência, para algumas pessoas, é uma fase complicada. É a idade em que começamos a dar mais valor à vida, em que damos mais importância às coisas por vezes sem valor e em que temos mais responsabilidades. Entramos na idade da parvoíce e na idade do amor. Também na adolescência começamos a percebermo-nos melhor a nós próprios, mas em algumas pessoas é o contrário. Também parece que já não nos importamos com nada, como, por exemplo, com a escola. Muitas pessoas, nesta idade, ficam apaixonadas, só pensam nisso, por isso é que, às vezes, os alunos baixam as notas…
Acho que a adolescência é diferente em todas as pessoas: algumas têm uns sentimentos, outras têm outros. Por vezes, a adolescência pode tornar-se traumática. Isso depende de pessoa para pessoa!
Quanto à minha adolescência, acho que tenho mais responsabilidades. É uma idade divertida, bonita de viver e acho que deve ser aproveitada, porque um dia mais tarde não sabemos o que irá acontecer. Mas deve ser usufruída de uma forma calma e agradável, para um dia mais tarde termos recordações agradáveis da nossa adolescência. Se a soubermos aproveitar, um dia mais tarde, podemos tornar-nos em mulheres/ homens. Por isso devemos viver a adolescência de uma maneira pacífica e saber que esta é uma fase importante, para mais tarde sermos o que queremos ser.

Helena Catarina, 8ºC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diário - Uma Questão de Cor

260109

Olá querido diário!
Este é o nosso primeiro dia no escritório. Hoje tive um dia cansativo. O Danny chegou cá a casa hoje. Ele é tão arrogante. Trouxe « milhentos » sacos, malas, caixas… Deve ter vindo para ficar !!!
Ele ficou com o meu quartinho!!! Ele fez lá uma revolução!
É só livros gigantes espalhados pelo meu quarto, autênticos calhamaços. Ele é cá um intelectual! O meu quartinho estava cheio de caixas, raquetas e ele encheu o meu quarto de posteres, mudou as minhas belas cortinas e nem os candeeiros escaparam. Enfim, mudou tudo!

Depois ainda teve a lata de dizer:
«ah, espero que não te importes, mas eu fiz umas pequenas mudanças no teu quarto!»

Que estúpido…
Espero que isto melhore, porque senão vou passar-me...
Até amanhã, querido diário.

Vítor, 8ºB

O dia em que deixei o meu espaço - diário íntimo

28 de Janeiro de 2009
Quarta-feira, 22h 30m

Querido diário, hoje rebentou uma bomba em minha casa (bem, pelo menos para mim foi)!
Nome dessa bomba:
Daniel, o meu querido primo que vinha do porto.
Resultados dessa bomba:
catástrofe total no meu espaço.
Já não bastava ter de viver em minha casa, ainda tinha de me vir tirar o meu quarto. Aquele quarto que era o perfeito, estava agora entregue a um rapaz que não lhe sabia dar o devido valor.
Esse rapaz chegou a minha casa cheio de bagagens. E eu perguntava-me: para quê tantas trouxas? Será que vinha para ficar?... Bem parece que sim! A tia Liz veio trazê-lo, com aquelas palavras portuguesas a fugir para o estrangeiro. A tia Liz era da África do Sul, mas já vivia no Porto há quinze anos. Acho que é tempo suficiente para aprender a falar um Português direito.
Voltando ao Danny, ele não me ligava nenhuma! Alias nós também nunca nos demos muito bem! Mas afinal vamos viver juntos e temos que nos dar pelo menos como conhecidos, coisa que acho que vai ser muito difícil, porque o Daniel é daquele género de rapazes que é intelectual a falar, mas na forma de vestir já não. Ele anda com as calças ao fundo do rabo e basta dar-lhe um toquezinho que elas caem logo.
Mas pronto… Ele é que sabe… Ele não é mesmo nada parecido comigo.
Bom, vamos ver como vão correr os dias que se seguem... mas desconfiam que não serão bons...

Até amanhã, querido diário! Já é muito tarde, porém não me apetece dormi. Tenho saudades do meu quarto!
Até amanhã!
Da tua querida…
Catarina.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A vida de um agricultor

Era uma vez uma pequena aldeia que se localizava no alto do Crasto. Nessa aldeia essas pessoas eram muito religiosas e as senhoras asseavam a igreja com girassóis e papoilas vermelhas. A igreja ficava deslumbrante, por isso os turistas, no verão, visitavam-na.
A vida dos agricultores era muito preenchida e agitada. Antes do nascer do sol, as mulheres levantavam-se para cuidar do gado, faziam o pequeno-almoço e preparavam uma merenda composta por: pão, presunto, moelas de galinha e queijo. É evidente que o vinho não faltava, pois ajudava a matar a sede.
O pai, a mãe, os filhos e as vizinhas juntavam-se no adro da igreja, onde faziam uma reza para o dia correr bem. Daí partiam para o campo, onde chegavam as 6 horas da manhã. As mulheres começavam logo a ceifar o trigo, enquanto outras mulheres faziam pequenos molhos para secar. Já os homens ia buscar o rebanho as cortes para colocarem a pastar. As 10 horas, merendavam, mas logo tornavam a ir trabalhar até às 12 horas. O sol queimava... À sombra está 40ºC, o que tornava o trabalho mais difícil, cansativo e impossível, como tal deitavam-se à sombra das azinheiras e dos sobreiros.
Dormiam uma bela cesta! As ovelhas eram guardadas pelos cães e muitas delas iam para a sombra onde dormiam. Por volta das 5 horas, retomavam o trabalho, mas antes comiam um bocado de pão com presunto e bebiam uma caneca de vinho. Os homens colocavam fardos de palha em cima do carro de bois. As crianças ajudavam os pais e acamavam palha.
O gato Bonifácio e a gata byoca aproveitavam a boleia até casa, brincando na palha e desfazendo os fardos.
A noite chegava calmamente!... Estes agricultores faziam e comiam a ceia e depois deitavam-se cedo
Assim é o dia dos alentejanos que trabalham arduamente de sol a sol até ao fim dos seus dias.

Texto elaborado pelos alunos do 8ºC, na aula de Língua Portuguesa

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dia Transparente

Faltava um quarto para as nove, quando Ana saiu de casa. Era sábado e estava uma manhã chuvosa. Ana dirigiu-se para o shopping no seu Porche. Era uma rapariga com dinheiro e invejada por muitas pessoas. Confiava apenas em duas pessoas: o seu namorado e o irmão deste.
Ana tinha marcado um encontro com o seu namorado dentro do shopping às 10:00h e ainda lhe dera tempo para fazer umas compras. Já quase a chegar a hora de estar com o namorado, Ana foi ao W.C.. Afonso chegara ao shopping, ligou à namorada e esta disse-lhe onde estava e que saía de imediato. Afonso esperou, mas ia ficando impaciente até que resolveu ir ao W.C e viu a namorada estatelada no chão com a cabeça na sanita. Ana não tinha ferimentos, simplesmente não respirava. Afonso chamou logo auxílio e o médico particular de Ana. Parecia o crime perfeito!
Ana permanecia no hospital, onde tentavam a todo o custo reanimar a rapariga.
A polícia judiciária deslocou-se ao local do crime, mas não encontrou impressões digitais, nem armas, nem sangue, nem outro objecto suspeito. As câmaras de vigilância estavam intactas e não havia nada de anormal nas suas filmagens. Havia apenas uma suspeita: desde há muito tempo alguém sentia alguma inveja pela vítima. Esta era uma empregada que trabalhava no shopping, local do crime, e que, por acaso, não permanecera no posto de trabalho no dia do crime, pois estava doente (afirmou ela à PJ, mostrando uma declaração médica). Como prova havia a testemunha do médico que a atendera.
Passaram-se alguns dias e sucedeu-se o funeral de Ana. Afonso estava completamente de rastos, pois amava muito a sua namorada. Na hora em que o caixão era colocado na terra, o irmão de Afonso, que até era o melhor amigo de Ana, não deixou que o fizessem. Luís revelara que foi ele o assassino e que Ana não estava morta.
Dissera ele à PJ que gostava, tal como o seu irmão, da vítima e queria que o irmão tivesse uma fraqueza e arranja-se outra para ficar com o caminho livre. Explicara também que trocou o detergente de lavar o chão por um gás que punha as pessoas sem respirar, mas mantinha-as vivas.
Ana acordou com um comprimido dado por Luís. Este que se redimira perante Ana e Afonso; não se livrou de ser preso.

Gabriela, 8ºC

NEVE +.+


9 de Janeiro de 2009: acordei!!!... era um dia como os outros, mas não tinha vontade de ir para a escola. Era daqueles dias triste, porque, na véspera, alguém de quem gostamos nos diz algo que nos deixa triste…
Como a vontade de ir não era muita, o despertador atrasou-se. Fui gatinhando até ao quarto da frente, onde me aconcheguei nos braços quentes e acolhedores da minha mãe, ainda frágil da operação…
Dou por mim a pensar que não posso ir abaixo pela notícia que me destroçou, mas que devo seguir em frente e agarrar a minha vida, para não perder o presente e para segurar o futuro…
Então, com a preguiça de sempre, saí vagarosamente da cama, ainda com os olhos entreabertos como um bebé acabado de nascer…
De repente, ergui as costas e olhei para o meu abajour cor-de-rosa, soltei um sorriso e vesti-me…
Chegada à casa de banho, apanhei o cabelo e escovei os dentes…
Saí de casa apressada, pois tive de ir a pé para a escola e perdi a primeira aula…
Estava na escola e era como se não estivesse, sentia uma mágoa daquela notícia do dia anterior… Vida complicada, tão controversa…
Estava na aula de Ciências Físico-químicas e o Penacho gritou: -“Está a nevar”.
Deu-me um frio na barriga, eu nunca tinha visto a nevar. Olhei para a janela e foi tão bonito!!! A paisagem estava branca, mas, ao mesmo tempo, fiquei triste. Um dia como este deve ser passado com as pessoas de quem mais gostamos…
Juntei-me à minha melhor amiga e ao meu melhor amigo e fiquei com eles a falar sobre a paisagem. Combinava tão bem o dia com o sentimento que tenho pelos dois…
Um sentimento de carinho num dia tão bonito…
Toda a escola ia sentir a neve a cair, em cima de seus corpos… e nós apreciávamos os risos das crianças do 5º ano…
Fomos para a aula de Português, esperançados que a professora nos deixasse ir lá para fora, mas ela negou o pedido…
Ficamos na sala com um filme a decorrer e a maior parte de nós à janela a ver os alunos do 9ºA lá fora a brincar com a neve…
Cá de cima, vidrados na janela, víamos os flocos de neve tão branquinhos e leves, flutuando no paraíso…
É tão divertido brincar nas aulas com o Piaskinha…
Não íamos ficar na escola por muito mais tempo, pois com a neve forma-se gelo na estrada e os autocarros podiam ter problemas…
Viam-se bolas de neve no ar atiradas pelos alunos… eu e os meus amigos fomos para os nossos lares envolvidos pelo branco e pela água da neve que derretia em nós …
Tomei um bom banho quente, quando cheguei a casa. O dia estava a correr bem, mas faltava o essencial…
Tocou o telemóvel …
: - “Estou?! Vem ter comigo, por favor, linda”
Eis a voz que faltava neste dia tão belo… Rapidamente me vi envolvida nas melhores das sensações…
Estava o dia completo com a companhia DELE, esqueci a notícia do dia anterior, pois a tristeza tivera-se amenizado…
Com as boas recordações do primeiro dia em que vi flocos de neve caindo na minha aldeia, na terra que me viu nascer, só me restava ver a neve derretendo…
Enquanto espelhada na janela, vendo o horizonte, deixava penetrar o meu espírito nos meus desenhos animados preferidos (Samurai X), a minha essência de sempre…
Mais um dia que não esquecerei… foi muito bom passar este dia na companhia dos meus melhores amigos… de tirar fotos pelo caminho até casa, de rir e brincar com eles…

SEM DÚVIDA UM DIA QUE FICARÁ NA MEMÓRIA!




Gabriela, 8ºC

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma esplanada sobre o mar - continuação


Cada dia que passava, o rapaz encorajava-se e vivia o dia-a-dia como se fosse o último, aproveitava-os da melhor forma. A rapariga, um dia, pensou que podia ajudá-lo e decidiu ir morar com ele os últimos meses da sua vida.
Sem que ele soube-se o que ela andava a planear, certo dia ela foi ter a casa dele. Bateu à porta e :
- Olá!!! – disse o rapaz cheio de alegria, beijando-a com mil e um beijos.
Mas ele reparou que ela trazia muitas malas e, vendo isso, perguntou:
- Para que são tantas malas? - perguntou o rapaz com curiosidade.
- Já que não podes ir ter com a maior alegria, vem a alegria ter contigo! – exclamou a rapariga com ar de quem também tem o último dia para viver.
Já sentados no sofá, a rapariga perguntou:
- Mas afinal qual é a doença que tu tens? – perguntou a rapariga com ar curiosa.
-É um cancro da pele, já num estado pouco avançado... – disse o rapaz quase a chorar.
- Mas esse cancro não tem cura? –­ inquiriu a rapariga cheia de esperança.
- Tem, mas a probabilidade de cura é pouca. Disse-me o médico que numa percentagem até cem por cento de probabilidades era de mais ou menos de vinte por cento – respondeu o rapaz já com as lágrimas à flor da pele.
- Pensa comigo... – disse a rapariga – O tratamento na Holanda é setenta por cento eficaz e demora mais ou menos um mês e meio. Se fossemos já, mesmo que não dê resultado, ainda ficas com um mês para aproveitar a vida e também não custa nada tentar! – Exclamou a rapariga com imensa esperança.
O rapaz concordou e, enchendo-se de entusiasmo, gritou em cima do sofá:
- Eu vou conseguir!!! Eu vou para a Holanda hoje!!!
E lá foram eles entusiasmados com alegria para a Holanda.
Passado um mês e meio de muito esforço e aplicação, eles conseguiram superar o maior desafio das suas vidas, curar o cancro.
Quando chegou a Portugal, o rapaz deu uma entrevista à TVI e disse uma frase muito importante:


- Portugueses, vou dizer-vos umas palavras...


Nunca desistam de um desafio, mesmo que este seja quase impossível…


Luis Filipe,n.º16, 9.ºA

O Palácio encantado

Era uma vez um palácio na terra do nunca, onde vivia uma fada, um rei, uma princesa e um príncipe.
O Príncipe encontrou a princesa e disse-lhe:
- Não podemos fazer coisas como os adultos?
Porque os adultos têm responsabilidades que as crianças não têm!
A princesa respondeu:
O meu grande sonho era crescer para ser adulta, para fazer o que me desse na cabeça. Não era preciso pedir autorização a ninguém.
Ao mesmo tempo que ela disse isto parece-lhe uma fada, que tinha o nome de Sininho e quando estava feliz brilhava muito e quando estava triste não brilhava.
A Sininho concretizou o sonho dela e a princesa ficou adulta.
No princípio, ela ficou contente, mas depois viu que não tinha vontade de brincar e o príncipe começou a ficar triste por não ter a sua amiga especial a quem contava tudo o que era importante na sua vida.
A princesa começou a chamar pela Sininho.
A Sininho perguntou à princesa o que se passava.
E a princesa disse que estava triste por ter pedido esse desejo.
Ela perguntou à Sininho se podia desfazer o pedido.
O sininho disse que sim.
Eles perguntaram se podiam ir à terra do nunca, onde o Sininho vivia, pois, segundo eles, “é tão bonito, tão brilhante”.
Ela ainda perguntou:
Posso levar o meu pai para conhecer á terra do nunca.
A fada respondeu afirmativamente.
O pai da princesa, quando chegou, disse:
Tão bonito!
E assim foi construído um palácio na terra do nunca, que ficou sendo o palácio encantado.
E todos viveram felizes para sempre.

Andreia Cardoso Nº2 Turma 8ºC

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A leiteira e as amoras

Era uma vez uma pobre leiteira que vivia numa pequena casa. Ela tinha duas vacas, que lhe davam leite. Mas as duas vacas estavam muito magras, pois a pobre mulher não tinha dinheiro para comprar a palha para elas. Ela bem que tentava vender o leite, mas as pessoas já não o queriam, preferiam beber o café, de manhã, em vez do leite. Estavam enjoadas!!!
O que é que haveria de fazer?
Um dia, as vacas, já esfomeadas, sem comer, fugiram do estábulo e foram com a leiteira até ao pasto, onde havia grandes silvados que davam grandes amoras cor-de-rosa. Como as ervas estavam todas rapadas, por causa de um rebanho de ovelhas as ter comido, as vacas tiveram de comer as amoras, pois, com aquela fome, mal se seguravam de pé.
No outro dia de manhã, a mulher foi mugir as vacas para beber o seu leite ao pequeno-almoço e reparou que ele era cor-de-rosa, tal como as amoras que tinham comido no dia anterior. Ao provar o leite confirmou: era “leite de amora”.
Nesse dia, voltou a levar as vacas a comer as amoras e o leite continuou cor-de-rosa. Não havia dúvida: aquelas amoras eram especiais!
Então, levou logo o leite para a feira:
– Ó freguês, ó freguês, venha ver o meu leite de amora!
Um homem, curioso, veio provar o leite:
– Que leite bom! – Exclamou o homem – Como é que o fez?
– Eu não o fiz, é claro! As vacas é que o dão!
O homem ficou muito espantado, mas elogiou a mulher e comprou duas bilhas de leite.
O homem saiu dali e mostrou o leite a várias pessoas da feira. Rapidamente o leite ficou famoso e a mulher rica, pois as encomendas não paravam de aumentar. A pouco e pouco, o café da manhã foi trocado pelo leite de amora.

Foi assim a história da leiteira que de mulher pobre, ficou rica e famosa.

Carlos Samouco, 8ºB

A minha infância - aventura mais marcante

Ainda me recordo tão bem dos meus tempos de infância! Quando brincava com os meus primos, os colegas do infantário e da primária com quem me divertia muito. Ainda hoje, passados dez anos, reencontro-me com eles na escola, onde somos muito unidos (Não o posso deixar de afirmar!).
A parte mais marcante da minha infância foi, sem dúvida, as brincadeiras que eu tinha no infantário com os meus “velhos” amigos. Lembro-me muitas vezes de ir brincar para a pista ou de ir fazer desenhos com marcadores e, às vezes, fazia umas “pinturas” com os pincéis.
Mas o que vos vou contar passou-se com os meus primos na altura do Natal, em casa dos meus avós, local onde eu, os meus primos e restante família costumamos passá-lo.
Já de barriga cheia, depois do jantar, nós “invadíamos” a casa dos meus avós para jogar às “escondidas no escuro”. Tal como o nome indica, tínhamos de nos esconder num certo espaço da casa em escuridão total. Desta forma, quem nos procurasse deveria ter o cuidado de vasculhar cada recanto da casa a pente fino para nos encontrar. Certa hora foi a minha vez de procurar. Quando já estavam todos escondidos, eu entrei para uma divisão escura com sofás e uma mesa com uma toalha branca, bordada à mão pela minha avó. Procurei por baixo da mesa, mas só descobri que tinha feito um “galo”, pois dei lá uma cabeçada. Ouvi depois uns risinhos naquela sala, resultantes da minha cabeçada na mesa, e descobri logo duas pessoas atrás dos sofás. Continuei a minha busca no quarto dos meus avós, mas lá tudo foi mais fácil, pois fui de encontro ao meu alvo. Agora só me faltava encontrar uma pessoa e foi aí que tudo aconteceu. Procurei, procurei, mas nada... De repente, ouvi miar. Miau, miau… Pensei logo que fosse para me despistar. Mas continuei a ouvir e fui directo ao som para o apanhar de surpresa. Abri o guarda-vestidos, que era de onde o som vinha, e, para meu espanto, em vez de encontrar uma pessoa, encontrei três gatinhos que ainda hoje a minha avó os tem.

Foi este, de facto, um dos momentos mais marcantes da minha infância.

Carlos Samouco, 8ºB

A Flor e a Borboleta

Era uma vez uma borboleta muito bonita. Era roxa e tinha muitas pintinhas amarelas, era grande e muito vistosa. Um dia, quando ia dar um dos seus passeios matinais, encontrou uma flor muito bonita. Era amarela e cor-de-rosa. A borboleta achou-lhe muita graça e decidiu meter conversa com ela e perguntou-lhe:
-Bom dia, como te chamas?
-Bom dia, eu chamo-me Margarida e tu?
-Eu chamo-me Leninha! Queres vir comigo dar um passeio?
-Sim, mas tenho que ir pedir à minha mãe.
-Está bem, eu espero aqui um bocado.
Passado algum tempo, chegou a Leninha e disse:
-Vamos?! A minha mãe deixou-me.
-Então vamos, tenho a certeza que vais gostar muito do meu passeio matinal.
Lá foram as duas pelo bosque. Passado algum tempo, a Margarida disse:
-Leninha, eu sei que nos conhecemos há algumas horas, mas penso que podemos ser as melhores amigas?
-Eu também tive essa impressão! Queres ser a minha melhor amiga?
-Sim claro!
-Então a partir de agora somos as melhores amigas, mas para isso eu tenho que te mostrar um lugar um lugar muito especial.
Lá andaram elas durante um bom bocado... Passado alguns minutos chegaram ao tal local especial.
A Leninha achou muito bonito aquele lugar e perguntou-lhe:
-Como é que conhecias este lugar?
-Este é o meu sítio, quando estou triste é para aqui que eu venho. E tenho uma ideia!!!
-O quê? Diz estou a ficar impaciente.
-E que tal se nós as duas partihássemos este sítio marvilhoso? E este pode ser o nosso sítio de amizade. Sempre que nos queiramos encontrar, vimos aqui. Então queres?
-Sim, claro! Está combinado! Este é nosso lugar de amizade.
-Vamos embora?
-Porquê? Já queres ir?
-Sim, porque tenho que ir tratar das minha irmãs.
-Tu tens irmãs?
-Sim e são todas muito bonitas, todas elas são azuis e têm pintinhas cor-de-rosa, como eu.
-Adoraría conhecê-las! Quantas é que são?
-Sao vinte!
-É claro que podes! Anda!
Lá foram elas... Passado algum tempo lá chegaram elas a casa da Leninha. A Margarida adorou conhecer as vinte irmãs dela...
Com o passar do tempo, elas tornaram-se cada vez mais amigas. Mas um dia tudo aconteceu. Os pais de Margarida morreram e ela ficou tritíssima. No dia do funeral, a Leninha, as vinte irmãs e os pais foram ao funeral. Nesse mesmo dia, a Margarida ficou tão triste, que decidiu ir para o lugar encantado. Ela queria muito estar sozinha... Mas como a Leninha já sabia onde ela estava, foi ter com ela e disse-lhe:
-Sei que agora ficaste sozinha (sem pais). Quero perguntar-te uma coisa?
-O quê? Diz!
-Queres vir viver comigo?
-Não sei, porque vós já sois muitos...
-Mas eu e a minha família queremos que tu venhas. Vem, por favor!
-Está bem!
Lá foram as duas e parti desse dia, as duas juraram nunca mais se separarem até fizeram as juras de amizade.
E assim terminou uma história de amizade!
Era bom que todas as histórias de amizade terminassem assim!!! ^-^

Diana, 8ºC

Conto policial - Quem é o assassino?

No dia 3 de Janeiro, a família Viana Levi decidiu ir dar uma volta. Nessa família existiam as seguintes pessoas: D.Margarida (mãe); Dr. João (pai); D.Helena (filha do meio); D.Bárbara (filha mais nova); e o D.Vítor (filho mais velho). Ao anoitecer voltaram a casa, pois começou a chover torrencialmente. Foi nesse momento que tudo aconteceu! A D.Margarida decidiu ir para a cama, pois já estava muito cansada, o Dr.João foi acabar de fazer um trabalho, o D. Vítor foi estudar, porque tinha um teste no dia seguinte, e ficaram as duas irmãs a ver televisão. Uma delas a Bárbara (filha mais nova) disse para Helena (filha do meio):
-Lena, vou ter que ir até lá fora! (disse com medo)
-Está bem, mas nao queres que eu vá contigo? É que esta a chover muito e pode falhar a luz a qualquer momento. (disse preocupada).
-Não, deixa estar, não te preocupes! (disse com medo)
-Está bem, mas despacha-te!
-Está bem, mana galinha... Tchau.
Lá foi a Bárbara e disse a pensar para ela:
-Uh!!! Ainda bem que eu consegui convencer a minha irmã... Se ela me vi-se com o Manuel (namorado) ela matava-me (disse pensando para ela).
Mas o que ela não sabia é que a irmã dela (Helena) ia a segui-la. Com um bocado de receio lá foi a Bárbara pelo meio do jardim. E foi aí que Bárbara foi assassinada com várias facadas e também foi espancada. A Helena, quando se deparou com aquilo, chorou imenso (no momento em que ela foi assassinada, a luz falhou, logo Helena não viu absolutamente nada). Gritando com todas as suas forças, chamou pela família.
No dia seguinte, já a Bárbara tinha analisada por um médico. Todos estavam muito tristes e o namorado (Manuel), quando soube, ficou tristíssimo.
Passado alguns dias, a Helena pensou:
-Será que aquele tal Manuel era o namorado da minha irmã?
E decidiu ir procurar nas coisas da Bárbara. Lá encontrou várias cartas de amor e muitas fotografias deles os dois, mas numa dessas cartas estava escrito:
- «No dia 3 de Janeiro pelas 22h.30, vem ter comigo ao jardim, porque tenho uma surpresa para ti.»
Helena pensou logo que ele a tinha morto. Nesse mesmo dia, chegou lá a polícia judiciária. Fez várias perguntas a todos os membros da família, até que chegou a vez da Helena. Ela decidiu contar-lhes e dizer-lhes que descofiava dele.
Nesse mesmo dia, a judiciária foi a casa do Manuel (namorado da Bárbara) e perguntou-lhe:
-No dia 3 de, Janeiro, pelas 22h.30, foste ter com a Bárbara Viana Levi, ao jardim dela?!
-Fui, mas não fui eu que a matei, pois não cheguei a tempo, por causa da chuva torrencial que caiu durante um bom bocado de tempo. Eu fiquei retido na estrada, por causa de um desabamento de terra. (disse com medo).
-Tem testemunhas?
-Não, mas tem que acreditar em mim.
O tempo foi passando até que a polícia descobriu que o Manuel tinha mentido. E tornou a ir a casa dele fazer outro inquérito. Mas ele negou tudo.
Passado mais algum tempo, a Helena descobriu uma pista contra a mãe (Margarida) e o pai (João). A empregada disse a Helena que o seu pai e a sua mãe tinham saído durante a noite.
No dia 6 de Fevereiro, chegaram os elementos da polícia judiciária à mansão e disseram:
- Já sabemos quem matou a menina Bárbara Viana Levi. Além de isso andaram a dizer que a D.Margarida e o Dr.João Viana Levi tinham saído durante a noite, mas foi tudo mentira!
-Os assassínos foram: A D.Helena Viana Levi e Manuel Castro (namorado).
A D.Margarida e o Dr.Joao disseram:
-O quê a minha filha?!?
-Sim...
-Não, mãe não fui eu.
-Foste sim, porque tu e o Manuel encontraram-se nessa mesma noite uma hora antes e também descobrimos que eram amantes. D.Helena tinha inveja da sua própria irmã, e o Manuel só a queria para lhe roubar o dinheiro todo.
-Não pode ser, a minha filha. Nãooooo!!!
Lá foram os dois presos, por muitos e muitos anos!!!


Diana, 8ºC

Moral da história:

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A chave verde

Era uma vez um rei de um reino muito distante. Um dia, ao amanhecer, descobriu, preocupado, que a pequena chave verde, que guardava na gaveta da cómoda, tinha desaparecido.
O rei ficou preocupadíssimo com o facto de a chave ter desaparecido e decidiu mandar os seus soldados revistarem todas as casas dos habitantes daquele reino. Só que havia um problema! O problema era que estavam no Verão e as chaves do reino eram pretas e ao apanharem sol ficavam verdes, ou seja, existiam muitas chaves verdes, o que dificultava a vida ao rei e aos soldados. Dificultava a vida ao rei porque, ele tinha que tentar descobrir que tinha a dita chave, aos soldados porque eram eles que recolhiam as chaves.
No dia seguinte, o rei deu ordens para que os soldados recolhessem todas as chaves do reino que focem verdes. Os soldados demoraram quatro dias até recolher todas as chaves verdes do reino. Eles chegaram ao castelo «feitos num oito», ou seja, mesmo muito cansados.
Nesse mesmo dia, o rei começou logo a tentar descobrir se algum dos habitantes tinha a sua chave verde. Ele procurou, procurou, procurou até que chegou à sua última chave e, mesmo assim, não encontrou a sua querida chave. O rei pensou para si mesmo:
- Se calhar algum dos meus súbditos já pensava que eu iria fazer isto, por isso, deve ter pintado a chave de preto. «Eureka»! Descobri! Só pode ter sido isto!!!
Na manhã seguinte, o rei mandou recolher apenas as chaves pretas e, para espanto do rei, apenas existia uma chave preta. O rei mandou as aias da sua mulher lavarem muito bem a chave para ver se era aquela a sua chave.
Passadas umas duas horas, as aias vieram entregar-lhe a chave e a tinta preta tinha saído completamente. E foi assim que o rei descobriu a chave verde que era tão especial para si.

Marta, 8ºB

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O valor do amor

O amor, para mim é um sentimento que acontece, sem a nossa vontade , pois nós não mandamos nele .
O amor é um sentimento que se sente, um sentimento, por vezes, duro de ultrupassar, um sentimento, por vezes, não correspondido .
Na verdade, o valor do amor, seja ou não correspondido, tem sempre o seu valor .
Quando o amor não é correspondido sentimos vontade de fazer certas coisas não adequadas , sentimos vontade de ir para outro mundo onde tudo seja perfeito.
O amor pode ser o tudo ou nada .
O amor correspondido, sim pode ser um começo,ou não, até porque o amor não é tudo. Pode ser o início de uma relação, mas, como tal, exige “regras”, acima de tudo fidelidade, carinho, AMOR, atenção, entre outras …
Também por vezes só damos valor às coisas quando as perdemos. No amor é exactamente igual: perder a pessoa que amamos pode não ser o fim da nossa vida, mas sim o fim da nossa alegria , da nossa vontade de viver , etc.
Lutar uma vida, para no fim perder tudo. O amor não é algo que escolhemos, mas sim o que sentimos.
Tânia, 9ºA

O silêncio na sociedade actual

O silêncio é a coisa mais valiosa que existe.
O silêncio é como o pipilar dos passarinhos, ouve-se.
Muita gente guarda o silêncio para si, em vez de desabafar com alguém. As pessoas desabafam consigo próprias.
Por vezes, é bom sentir-se e ouvir-se o silêncio, naqueles lugares sem ninguém por perto, sozinhos...
Em silêncio podemos pensar na nossa vida, nos nossos problemas, nas coisas boas que nos acontecem, relembrar alguém que partiu, (...).
O silêncio serve para pensarmos para desabafarmos.
É importante o silêncio para a sociedade, pois na sociedade apenas vimos guerras atrás de guerras, os politicos a lutar pelos seus partidos, pais a lutar pelos filhos em tribunal,...
Nas escolas também deveria haver mais silêncio, pois os alunos não respeitam os professores, são mal-educados com as funcionárias, andam sempre aos empurrões aos colegas... Enfim, tanta coisa que com o silêncio poderia resolver na nossa vida .
Helena Monteiro, 9ºA

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Blogue dos 7ºC, 8ºB e C, e do 9ºA


Tendo em conta o trabalho iniciado e concretizado no ano lectivo anterior, decidi dar continuidade a este mesmo projecto, uma vez que esta é uma das formas mais actuais de dar a conhecer e divulgar os textos e as actividades realizadas pelos meus alunos. Penso que o esforço dos discentes deve ser premiado e nunca ser votado ao esquecimento. Como tal, toda a odisseia feita pelas letras através dos meus alunos e detentora de mérito, será aqui publicada (e comentada por todos vós, após a visita ao blogue de Língua Portuguesa).

O endereço do nosso blogue é o seguinte:
http://aodisseiadasletras.blogspot.com/

Espero a vossa visita, caros leitores, e desejo que o nosso projecto corresponda às vossas expectativas!