sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A vida de um agricultor

Era uma vez uma pequena aldeia que se localizava no alto do Crasto. Nessa aldeia essas pessoas eram muito religiosas e as senhoras asseavam a igreja com girassóis e papoilas vermelhas. A igreja ficava deslumbrante, por isso os turistas, no verão, visitavam-na.
A vida dos agricultores era muito preenchida e agitada. Antes do nascer do sol, as mulheres levantavam-se para cuidar do gado, faziam o pequeno-almoço e preparavam uma merenda composta por: pão, presunto, moelas de galinha e queijo. É evidente que o vinho não faltava, pois ajudava a matar a sede.
O pai, a mãe, os filhos e as vizinhas juntavam-se no adro da igreja, onde faziam uma reza para o dia correr bem. Daí partiam para o campo, onde chegavam as 6 horas da manhã. As mulheres começavam logo a ceifar o trigo, enquanto outras mulheres faziam pequenos molhos para secar. Já os homens ia buscar o rebanho as cortes para colocarem a pastar. As 10 horas, merendavam, mas logo tornavam a ir trabalhar até às 12 horas. O sol queimava... À sombra está 40ºC, o que tornava o trabalho mais difícil, cansativo e impossível, como tal deitavam-se à sombra das azinheiras e dos sobreiros.
Dormiam uma bela cesta! As ovelhas eram guardadas pelos cães e muitas delas iam para a sombra onde dormiam. Por volta das 5 horas, retomavam o trabalho, mas antes comiam um bocado de pão com presunto e bebiam uma caneca de vinho. Os homens colocavam fardos de palha em cima do carro de bois. As crianças ajudavam os pais e acamavam palha.
O gato Bonifácio e a gata byoca aproveitavam a boleia até casa, brincando na palha e desfazendo os fardos.
A noite chegava calmamente!... Estes agricultores faziam e comiam a ceia e depois deitavam-se cedo
Assim é o dia dos alentejanos que trabalham arduamente de sol a sol até ao fim dos seus dias.

Texto elaborado pelos alunos do 8ºC, na aula de Língua Portuguesa

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dia Transparente

Faltava um quarto para as nove, quando Ana saiu de casa. Era sábado e estava uma manhã chuvosa. Ana dirigiu-se para o shopping no seu Porche. Era uma rapariga com dinheiro e invejada por muitas pessoas. Confiava apenas em duas pessoas: o seu namorado e o irmão deste.
Ana tinha marcado um encontro com o seu namorado dentro do shopping às 10:00h e ainda lhe dera tempo para fazer umas compras. Já quase a chegar a hora de estar com o namorado, Ana foi ao W.C.. Afonso chegara ao shopping, ligou à namorada e esta disse-lhe onde estava e que saía de imediato. Afonso esperou, mas ia ficando impaciente até que resolveu ir ao W.C e viu a namorada estatelada no chão com a cabeça na sanita. Ana não tinha ferimentos, simplesmente não respirava. Afonso chamou logo auxílio e o médico particular de Ana. Parecia o crime perfeito!
Ana permanecia no hospital, onde tentavam a todo o custo reanimar a rapariga.
A polícia judiciária deslocou-se ao local do crime, mas não encontrou impressões digitais, nem armas, nem sangue, nem outro objecto suspeito. As câmaras de vigilância estavam intactas e não havia nada de anormal nas suas filmagens. Havia apenas uma suspeita: desde há muito tempo alguém sentia alguma inveja pela vítima. Esta era uma empregada que trabalhava no shopping, local do crime, e que, por acaso, não permanecera no posto de trabalho no dia do crime, pois estava doente (afirmou ela à PJ, mostrando uma declaração médica). Como prova havia a testemunha do médico que a atendera.
Passaram-se alguns dias e sucedeu-se o funeral de Ana. Afonso estava completamente de rastos, pois amava muito a sua namorada. Na hora em que o caixão era colocado na terra, o irmão de Afonso, que até era o melhor amigo de Ana, não deixou que o fizessem. Luís revelara que foi ele o assassino e que Ana não estava morta.
Dissera ele à PJ que gostava, tal como o seu irmão, da vítima e queria que o irmão tivesse uma fraqueza e arranja-se outra para ficar com o caminho livre. Explicara também que trocou o detergente de lavar o chão por um gás que punha as pessoas sem respirar, mas mantinha-as vivas.
Ana acordou com um comprimido dado por Luís. Este que se redimira perante Ana e Afonso; não se livrou de ser preso.

Gabriela, 8ºC

NEVE +.+


9 de Janeiro de 2009: acordei!!!... era um dia como os outros, mas não tinha vontade de ir para a escola. Era daqueles dias triste, porque, na véspera, alguém de quem gostamos nos diz algo que nos deixa triste…
Como a vontade de ir não era muita, o despertador atrasou-se. Fui gatinhando até ao quarto da frente, onde me aconcheguei nos braços quentes e acolhedores da minha mãe, ainda frágil da operação…
Dou por mim a pensar que não posso ir abaixo pela notícia que me destroçou, mas que devo seguir em frente e agarrar a minha vida, para não perder o presente e para segurar o futuro…
Então, com a preguiça de sempre, saí vagarosamente da cama, ainda com os olhos entreabertos como um bebé acabado de nascer…
De repente, ergui as costas e olhei para o meu abajour cor-de-rosa, soltei um sorriso e vesti-me…
Chegada à casa de banho, apanhei o cabelo e escovei os dentes…
Saí de casa apressada, pois tive de ir a pé para a escola e perdi a primeira aula…
Estava na escola e era como se não estivesse, sentia uma mágoa daquela notícia do dia anterior… Vida complicada, tão controversa…
Estava na aula de Ciências Físico-químicas e o Penacho gritou: -“Está a nevar”.
Deu-me um frio na barriga, eu nunca tinha visto a nevar. Olhei para a janela e foi tão bonito!!! A paisagem estava branca, mas, ao mesmo tempo, fiquei triste. Um dia como este deve ser passado com as pessoas de quem mais gostamos…
Juntei-me à minha melhor amiga e ao meu melhor amigo e fiquei com eles a falar sobre a paisagem. Combinava tão bem o dia com o sentimento que tenho pelos dois…
Um sentimento de carinho num dia tão bonito…
Toda a escola ia sentir a neve a cair, em cima de seus corpos… e nós apreciávamos os risos das crianças do 5º ano…
Fomos para a aula de Português, esperançados que a professora nos deixasse ir lá para fora, mas ela negou o pedido…
Ficamos na sala com um filme a decorrer e a maior parte de nós à janela a ver os alunos do 9ºA lá fora a brincar com a neve…
Cá de cima, vidrados na janela, víamos os flocos de neve tão branquinhos e leves, flutuando no paraíso…
É tão divertido brincar nas aulas com o Piaskinha…
Não íamos ficar na escola por muito mais tempo, pois com a neve forma-se gelo na estrada e os autocarros podiam ter problemas…
Viam-se bolas de neve no ar atiradas pelos alunos… eu e os meus amigos fomos para os nossos lares envolvidos pelo branco e pela água da neve que derretia em nós …
Tomei um bom banho quente, quando cheguei a casa. O dia estava a correr bem, mas faltava o essencial…
Tocou o telemóvel …
: - “Estou?! Vem ter comigo, por favor, linda”
Eis a voz que faltava neste dia tão belo… Rapidamente me vi envolvida nas melhores das sensações…
Estava o dia completo com a companhia DELE, esqueci a notícia do dia anterior, pois a tristeza tivera-se amenizado…
Com as boas recordações do primeiro dia em que vi flocos de neve caindo na minha aldeia, na terra que me viu nascer, só me restava ver a neve derretendo…
Enquanto espelhada na janela, vendo o horizonte, deixava penetrar o meu espírito nos meus desenhos animados preferidos (Samurai X), a minha essência de sempre…
Mais um dia que não esquecerei… foi muito bom passar este dia na companhia dos meus melhores amigos… de tirar fotos pelo caminho até casa, de rir e brincar com eles…

SEM DÚVIDA UM DIA QUE FICARÁ NA MEMÓRIA!




Gabriela, 8ºC