A Catarina vivia numa cidade à beira-mar. Aí o Sol iluminava todos os seus recantos, desde o amanhecer até ao pôr-do-sol. Ela era muito feliz, pois adorava o mar. Adorava correr e rebolar pela areia, mas também gostava de observar o mar, e, de vez em quando, avistava um navio. Como também havia um aeroporto perto da cidade, ela olhava para o céu e via muitas vezes aviões. A qualquer hora do dia que ela olhasse para o céu, avistava sempre um avião.

Um dia, ela foi dar um passeio pelo campo, que ficava a alguns quilómetros da cidade. Levava uma cesta de piquenique que continha: sumo, pão, mel, queijo, laranjas, entre outras coisas. Pousou a cesta, correu, saltou, caiu e brincou por entre as ervas e as flores, sentindo-se a criança mais feliz do mundo. Quando se cansou, foi buscar a cesta de piquenique e procurou um sítio bonito para lanchar. Encontrou então uma árvore enorme com erva rasteira a rodeá-la. Tudo parecia perfeito se não fossem as abelhas. A única coisa em que a Catarina não reparou foi na colmeia de abelhas que estava por trás da árvore. Catarina, ao ouvir aquele zunido, voltou-se e viu um enxame de abelhas a virem direitinhas a ela. Desatou a correr, só parando quando estava à porta de casa, já na cidade. Entrou em casa num estado lastimável e a mãe perguntou-lhe, como qualquer mãe teria feito:
- Catarina, meu amor, que se passou?
Catarina contou tudo à mãe e disse-lhe que nunca mais iria ao campo.
Lígia Ferreira
Nº16 8ºA
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