Ora, uma bela manhã passeava o lobo na floresta, quando viu, ao longe, um bicho muito estranho. Aproximou-se e observou um animal muito bonito, era grande, com asas brancas, e tinha um bico muito aguçadinho. Era um cisne
chamado Gugu pelos amigos e familiares. Só que tinha um pequeno defeito: só tinha uma perna, pois tinha acabado de sofrer um acidente.O lobo, então com aquele ar feroz, perguntou:
- Que fazes aqui? Pato feio!
- Eu não sou feio e o meu nome é Gugu. E tu como te chamas?
- Eu sou lobo e esse é o meu próprio nome. E não vou estar aqui a falar contigo, porque tenho mais que fazer!
- Vais ter com os teus amigos?
- Não. E não tenho que te dar explicações sobre a minha vida. Afinal eu não te conheço de lado nenhum.
- Tu não vais ter com os teus amigos, porque tu não os tens.
- Como sabes isso – perguntou o lobo furioso.
- Eu sei isso, não só pela maneira como me respondes, como também sou vidente, vejo o futuro. E sei que tu não tens amigos. Mas, um dia, vais tê-los…
- Cala-te! Tu não sabes o que dizes.
- Sei! E vou ajudar-te com tudo o que precisares e tens já um amigo, eu!
Depois de uma longa conversa, o Gugu chamou-o á razão e ele percebeu que não podia continuar assim. Pouco a pouco conquistou todos os animais da floresta e percebeu que não tinha valido nada ter sido assim.
Não é a ferocidade que nos faz mais que os outros.
Inês, 7ºA
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