terça-feira, 19 de maio de 2009

O país dos gnomos

Era uma vez um menino muito curioso, que tinha 10 anos e que se chamava Bruno. Ele tinha olhos azuis, era alto e tinha cabelos loiros.
Numa bela tarde, ele foi dar um passeio ao jardim mais bonito e encantador que ele já alguma vez tinha visto.
Esse jardim despertava-lhe uma enorme curiosidade. Decidiu então ir para cima de um tronco de uma árvore e viu que lá, no topo da árvore, havia muitas casas pequeninas e muitos gnomos. Mas, quando eles o viram, desataram a correr para dentro de suas casas, com medo que o Bruno lhes fizesse mal.
Depois ele disse que não lhes queria fazer mal e eles fizeram um feitiço para ele ficar mais pequeno. Ele ficou um gnomo como eles.
Ele ficou encantado, ele nunca tinha visto o País dos gnomos.
Desde então, todas as tardes, ele começou a ir a esse jardim, para ir ter com os seus amigos gnomos.
Ele no País dos gnomos não fazia nada, pois os gnomos faziam-lhe tudo para ele não ir contar aos outros seus amigos onde os gnomos viviam.
Um dia, um dos gnomos decidiu não lhe fazer mais nada, pois eles estavam muito cansados.
O Bruno ameaçou-os dizendo que ía contar aos seus amigos onde eles viviam. Eles não se importaram e voltaram ao trabalho, normalmente.
O Bruno como viu que eles não se importaram com aquilo que lhes disse, foi para sua casa pensar.
No outro dia, foi ter com os gnomos e pediu-lhes desculpa por tudo o que lhes tinha feito. Eles aceitaram o pedido de desculpas e perguntaram-lhe se ele ainda queria continuar lá, no País dos gnomos.
O Bruno respondeu que sim e prometeu que os ajudava a fazer tudo o que eles quisessem. A partir daí, o Bruno ficou para sempre no País dos gnomos, transformando-se num verdadeiro gnomo.

Andreia, 7ºC, nº8

A Bruxa que destrói a aldeia

Era uma vez uma bruxa muito má, mas mesmo muito má, que ficava feliz com a tristeza dos outros.
Ela chamava-se Gertrudes e tinha muitos anos... já nem se conseguem contar. Mas ela tomava uma poção mágica e nunca ficava velha.
Ela detestava aquela aldeia e os que lá viviam.
Então pôs-se a pensar num plano para destruir a aldeia.
Passado algum tempo, teve uma ideia magnífica.
Pegou na sua varinha mágica, apontou para as árvores todas da aldeia e elas ficaram murchas. Parecia que tinham morrido…
Depois foi para junto das plantas e estas morreram todas.
Entretanto foi para o lado dos animais e a maioria dos animais fugiram. Mas os mais lentos ficaram para trás.
Depois apareceram as fadas e os habitantes da aldeia para pararem a bruxa Gertrudes.
Ela apontou a varinha mágica para eles, mas eles usaram a sua varinha para a combater o seu feitiço, que foi contra ela. Ela morreu então.
Então as fadas usaram o seu poder para pôr a aldeia alegre outra vez.
Todos os habitantes da aldeia ficaram felizes por se terem livrado da bruxa Gertrudes.

Andreia, 7ºC, nº8

Reflexão sobre os Direitos da Criança

Toda a criança, logo à nascença, tem o direito a ter um nome, sendo assim registada. Foi isso que aconteceu com todos nós e que acontecerá a todos os meninos que vierem ao Mundo.

O amor dos pais é fundamental para o nosso crescimento; assim como um lar bem estruturado e envolto de harmonia.

A alimentação saudável e a educação também são indispensáveis para o nosso desenvolvimento físico e psicológico. Só através da cultura se pode ser um cidadão activo e participativo na Democracia.

Toda a criança tem direito à educação gratuita, a fim de se preparar para um futuro, que é tão incerto nos dias de hoje. Por isso, ela deve instruir-se, deve ler, deve procurar as diferentes formas de expressão, para se afirmar na sociedade que a envolve. É isso que nós tentamos fazer: estudar para ser alguém!

A criança também tem de ser protegida de todo o tipo de negligência, pois o rapto, o tráfico de menores e as drogas invadiram o nosso meio, querendo ficar entre nós. Como tal, compete ao Estado e a todas as instituições competentes providenciar todos os meios que conduzam à nossa protecção. É tão frequente ligarmos a televisão ou o rádio e ouvirmos que uma criança foi raptada e não foi encontrada, que o gang X foi preso por tráfico de droga ou que uma criança foi espancada com violência. Mesmo junto de nós, na nossa terra, encontramos estas situações. Alguém age? Muitas vezes não sabemos... e é triste isso!!!

Bom, temos consciência que existe uma tal Convenção Mundial do Direito da Criança, mas também temos a certeza que nem todos os Direitos são cumpridos e seguidos... Ainda que muita gente tente proteger-nos; existem outras que estão constantemente a violar as leis estipuladas.

A turma do 7ºC e a prof. Sofia

terça-feira, 5 de maio de 2009

Os últimos três meses de Vida - Continuação do conto "Uma Esplanada sobre o Mar"


Depois do rapaz ter dito que tinha apenas 3 meses de vida e pouco mais, a sua namorada ficou “petrificada”, ou seja, em estado de choque.
- O quê!!! Não pode ser verdade!!! Tu estás a brincar comigo.
-Infelizmente não! Quem me dera a mim que estivesse a brincar. Mas não... isto é a mais pura e cruel das verdades.
A rapariga estava cada vez mais chocada com a frieza como o rapaz dizia que ia morrer e com a maneira como ele falava, parecendo que não estava nada preocupado com o facto de apenas ter 3 meses de vida.
A rapariga, muito esperançada, disse:
-Já agora que tipo de doença tens?
-Tenho um cancro maligno no estômago. Mas quero dizer-te que nestes meus 3 meses de vida quero vivê-los intensamente contigo, como se não tivesse doença nenhuma.~
-Ok, amor! Vamos viver como se nada tivesse acontecido.

Passados três meses mais ou menos, eles foram passear para a praia e sentaram-se na mesma esplanada. Estava um dia quente e o sol estava a fugir. Enfim estavam num autêntico clima romântico.
O rapaz disse:
-Amo-te.
E, ternamente, deita a cabeça sobre as pernas da rapariga e voltou a dizer:
-Amo-te muito. - Disse ele muito alto.
-Também te amo muito.
O rapaz riu, fechou os olhos e assim morreu num ambiente de enorme tranquilidade.

Diogo António, 9ºA

Continuação do conto "Esplanada sobre o mar."

Ele explicou tudo à rapariga, num grande sofrimento. Ela, ao perceber melhor o que se estava a passar, sufocou num choro profundo, e disse ao rapaz:
-Vamos conseguir curar-te, amor!
Ele respondeu:
-Não há cura possível...
Ela disse-lhe:
-Vamos aproveitar os três últimos meses que te restam! Vamos ser felizes durante o tempo que nos resta!
Ele deu-lhe um grande beijo, cheio de amor.
Aproveitaram os seus últimos meses, como se calhar ninguém o faria. Amaram-se de verdade e foram felizes enquanto puderam.
Ele, infelizmente, acabou por falecer. Ela não aguentou o sofrimento de perder o amor da sua vida e morreu de desgosto.
Foram um casal feliz durante toda a sua vida e, perante as dificuldades, nunca deixaram de se amar.

Hugo Baldaia, Nº13, 9ºA

Continuação do conto "Uma Esplanada sobre o Mar", de Virgílio Ferreira

A rapariga olhou nos olhos do rapaz e perguntou-lhe novamente :
-Mas que se passa contigo ? Continuo sem entender !-Disse a rapariga.
O rapaz, com uma lágrima escorrendo-lhe pela face, disse:
-Vou morrer .... e a minha doença não tem cura ...
A rapariga agarrou-se a ele a chorar e disse:
-Se vais morrer, eu vou junto contigo.
-Que ideia parva! Ainda tens muitos anos pela frente. _Disse o rapaz , enquanto uma lágrima escorria pela face.
-Eu AMO-TE e não vou conseguir sobreviver sem ti! - Disse a rapariga.
-Eu também te amo , mas o médico já não pode fazer mais nada.Está a chegar a minha hora .
O rapaz agarrou a mão da rapariga e disse:
-Promete-me que vais cuidar de ti...
A rapariga respondeu:
-Prometo , mas vou viver com muito sofrimento.

Ambos se abraçaram e cada um foi para o seu lado.

Tânia, 9ºA, Nº25

Os músicos encantadores




Era uma vez…, mas o quê é que era uma vez?
Ah! Já me lembro! Era uma vez uma banda, uma banda de músicos muito especial. Abanda parecia normal, mas quando os músicos começavam a tocar encantavam toda a gente que os via e ouvia. Faziam uma coisa que mais nenhuma banda de músicos se lembraria de fazer: tocava as melhores cantigas do Mundo.
Tocavam muito bem. As suas músicas eram melhores do que as sinfonias de Mozart e do que as músicas dos System of a Down.
Mas não era isso que encantava as pessoas. O que as encantava era alguma coisa que eu me esqueci! Digo-vos depois…

A banda tinha fãs entre os seis e os oitenta e cinco. Eram quase oitenta anos de diferença entre o mais novo e o mais velho.

O senhor António tem oitenta e cinco anos e é o mais velho da banda, também é o fundador da banda. Ele é o bisavô do Sérgio, o mais novo da banda. O senhor António tocava caixa e ainda tinha muita genica. O Sérgio, o seu bisneto, apenas levava a bandeira da banda. Eles eram os principais líderes da banda, da banda especial.
Um dia, foram a uma festa, em Costance. Toda a gente adorou, pois nunca tinham visto nada assim. Foi lindo, fascinante, fenomenal! Então com aqueles saltos e piruetas que faziam os fantásticos músicos…
Oh! Já disse o que eles faziam de tão fascinante!
Faziam concertos lindos, fascinantes, fantásticos, brilhantes que encantaVam meio Mundo. Tornaram-se assim uma famosa banda.

Mas muito tempo depois, cerca de dezassete anos depois, o senhor António morreu. Toda a gente ficou tristíssima... Já não tocavam como antes e não faziam aqueles saltos tão espectaculares! ...até que o Sérgio, já com vinte e três anos, decidiu reunir a banda e disse aos músicos:
-Em honra do meu bisavô, temos que voltar a tocar e a saltar como antes!
Todos os membros da banda disseram:
-Sim, vamos a isso!
A partir daí, voltaram a tocar e a saltar e, ainda que sem o senhor António, voltaram a impressionar tudo e todos!

Vítor, 8ºB

Hotel Prazer

A família Mendes foi passar férias à Serra da Estrela e ficou instalada no Hotel Prazer.
O hotel foi construído recentemente e, devido à sua popularidade, o dono do hotel mandou aumentar o edifício. Os quartos eram espaçosos e confortáveis, mas a varanda era pequena. Cada quarto tinha uma casa de banho privada e as janelas ficavam viradas para a pista de ski.
A família Mendes era constituída pelo pai André, pela mãe Maria e pelos filhos Miguel e Carlos, que eram gémeos. Com a família foi também o cão chamado Bolinhas e a gata Estrela.
Apesar de tudo isto, todos os dias os irmãos Miguel e Carlos e os seus pais iam para a sala de televisão, para a sala de jogos jogar bilhar ematraquilhos, … iam para os jogos de vídeo e até iam ver as grandes corridas de ski. Depois das grandes corridas, eles acabavam por praticar o desporto. Por fim, iam tomar banho e ir para as suas camas dormir.

Alunos do 8ºC

O Príncipe Daniel

Era uma vez um príncipe, chamado Daniel, que habitava numa ilha que se chamava a Ilha Da Vinci. Era uma ilha cheia de rosas, malmequeres, orquídeas, entre outras. Na ilha ao lado, morava uma bela princesa, que se chamava Juliana. Ela era bela, tinha um cabelo loiro e muito comprido, tinha também uma pele muito suave e amarelinha, …
Certo dia, o príncipe Daniel foi dar uma volta de barco e, de repente, reparou que o seu barco estava encalhado na areia da ilha onde a princesa Juliana morava. O príncipe, muito espantado por ter visto aquela bela ilha, desceu do barco e foi dar uma volta pela mesma. Passou durante horas e horas e, como estava muito cansado, decidiu parar por ali. Passado um tempo, ele avistou um grande castelo no cimo de uma montanha. Esse castelo era onde a princesa morava. O príncipe, muito curioso, decidiu ir até lá. Andou, andou e andou mais um bocado até que, por fim, chegou ao castelo. Os guardas do castelo perguntaram quem era ele? Depois de responder, eles abriram os portões e foram anunciá-lo ao rei. O rei recebeu-o de bom agrado e, depois de muito falarem, o rei da ilha decidiu apresentar-lhe a sua filha e os dois apaixonaram-se, acabando por se casar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um sonho tornado realidade…

Era uma vez um casal muito pobre, que vivia numa aldeia longínqua e praticamente desabitada.
O grande sonho da mulher era ir a uma ilha chamada “Ilha dos desejos realizados”. Àquela ilha ligava-se uma lenda que dizia que quem tivesse desejos antigos e que nunca se realizaram, deveria dar uma volta completa à ilha e todos os desejos se realizavam.
O marido, como já estava farto de ouvir as lástimas da mulher, decidiu arranjar tábuas de madeira e fez um barco completo num mês.
Mostrou-lhe o barco que tinha construído e levou-a à ilha.
Depois de lá chegarem, verificaram que aquela ilha parecia mágica. Só se ouvia o cantar dos pássaros e as ondas do mar. Em toda a volta da ilha só havia rosas de todas as cores. Era lindo!
Andaram mais um bocado e lá bem ao longe, viram um castelo coberto de trepadeiras verdes. Como não sabiam o que era, decidiram aproximar-se mais.
De repente, apareceu um velho príncipe que vivia que vivia solitário naquela ilha. Chamavam-lhe o valho sábio.
Durante aqueles minutos, a única coisa que ele lhes disse foi:
- Não ambicioneis mais do que vos é dado e não tenhais inveja dos outros. Vivei a vida como ela vos é dada.
Eles, estranhos com o que aconteceu, vieram embora e até hoje as suas atitudes e o seu comportamento perante a sociedade mudou totalmente.
O velho príncipe, com as poucas palavras que disse fez esta mulher perceber que não se faz o destino. Ele vem aos poucos, à medida que os dias passam.
E assim, hoje têm treze filhos e vivem honestamente e felizes.


Maria 8ºB

CARPE DIEM

Aproveitem o dia,
rapazes e raparigas!!!


Porque:
Somos como as flores que
hoje estão viçosas e amanhã estarão murchas.
Somos como as águas do rio que
nunca passarão da mesma forma no mesmo leito.
Somos como as palavras escritas na areia que
se apagarão com a vinda das ondas.
Somos como as folhas das árvores que,
depois de caídas no chão, se transformarão em húmus.
Somos, afinal, simples mortais que,
após a morte, nos transformaremos
num faustoso banquete para os esfomeados vermes.

Por isso:
Aproveitemos cada dia da nossa vida,
como se fosse o último da nossa mísera existência…

Mas…
Vamos vivê-lo de forma moderada,
para, mais tarde, não sentirmos a dor penosa da falta.
Vamos sentir o Amor e a Felicidade,
da maneira mais simples,
para vivermos em Paz.
Vamos estudar,
para, um dia, sermos alguém útil para a Sociedade
e não apenas parasitas da mesma.
Vamos respeitar os outros,
para sermos também merecedores do Respeito do próximo.
Vamos cultivar o espírito da Solidariedade,
para enchermos o Mundo de Alegria.
Vamos…

Assim viveremos uma vida de Prosperidade
A nível amoroso, profissional e familiar.
Faremos felizes quem nos envolve.
E, quando fecharmos os olhos,
Seremos lembrados como almas boas,
Dinamizadores e construtores da União no Mundo.

Professora Sofia Pereira

Conversas com o poeta Mário e a turma do 8ºC

No dia 11 de Março fomos à biblioteca assistir às conversas com o poeta Mário Castro, residente na nossa terra da Livração.
Gostámos muito da sua poesia e da forma como ele se expressou. Mais admirados ficámos com a sua maneira de ler com os dedos, apoiados numa folha branca e picotada.
O modo como ele encara a vida encontra-se repleta de energias positivas, como se tivesse olhos na alma. Mário diz inspirar-se na sua terra natal, na sua infância e em tudo o que o rodeia. Ele é filho de pais moleiros e tal facto reflecte-se na sua escrita, quando ele fala do rio Odres. Ele disse que foi aí que aprendeu a nadar e a pescar. Também ele roubava fruta na sua infância. Não no Modelo, mas nas árvores que se encontravam na berma do rio.
A perda da visão aos 7/8 anos, levou-o a encarar a vida de outra maneira. Os seus outros sentidos ficaram mais desenvolvidos, devido à ausência da visão, ajudando-o no seu quotidiano. Ele considera que os seus poemas são os seus filhos, não podendo escolher um preferido. Ele chegou mesmo a fazer a comparação entre “fazer amor” e construir os seus poemas, porque apenas faz cada uma destas acções quando tem vontade e prazer.
Para Mário, a Natureza é um bem precioso, bem este que muitos de nós não damos valor.
Os seus poemas foram lidos expressivamente por amiga de Mário, chamada Fátima, que é actriz e encenadora. Ela auxiliou o poeta invisual e a leitura, que fez para todos nós, tocou-nos profundamente bem no fundo do nosso pequeno coração, principalmente quando leu o poema “O Marco que me marca!”
Resta-nos finalmente que dizer que gostávamos muito que ele regressasse à nossa escola, para nos fascinar com as suas conversas.
Oxalá o nosso desejo se concretize!!!


Professora Sofia Pereira e alunos do 8ºC

Visita de estudo dos CEF a Lisboa

No dia 6 de Março, nós, os alunos dos CEF, tivemos uma visita de estudo a Lisboa, tendo por objectivo percorrer os trilhos do Museu da Electricidade.
Saímos da escola às 08:30h e logo em Constance deparámo-nos com um acidente com um carro que se despistou. Bom, para sermos francos, até chegarmos à terra dos alfacinhas vimos muitos acidentes na estrada Ao longo da viagem, passámos pelos estádios do Dragão, do Sporting, do Belenenses e do Nacional. Também passámos ao lado do Aeroporto de Lisboa e contemplámos muitos aviões, quer em terra quer no ar. Nas grandes planícies de Santarém, avistámos muitos vitelos, que pastavam a erva verdinha.
Já em Lisboa, gostámos muito de ver a torre de Belém, o Cristo Rei, as enormes pontes Vasco da Gama e Vinte e Cinco de Abril e o rio Tejo. Ficámos deslumbrados com o aqueduto das águas livres e com a estátua do Marquez de Pombal. Em posição a esta beleza, encontrámos muitos bairros de lata, habitados por pessoas de raça cigana e de raça negra.
Nós pensávamos que em Lisboa havia raparigas bonitas, mas foi uma autêntica desilusão!
Museu da Electricidade - LisboaDepois de termos comido no Centro Comercial Colombo e de termos entrado em várias lojas, como a Sport Zone, continuámos a nossa visita de estudo rumo às instalações do Museu da Electricidade.
Fizemos muitas experiências e o Sérgio foi o único que ficou com os cabelos em pé. Vimos um prato suspenso no ar, muitas caldeiras, miniaturas da fábrica e ao caminharmos em cima de placas de vidro parecia que estávamos em cima de brasas acesas e de cor laranja. Também encontrámos um robô que retratava a época em que as máquinas trabalhavam a carvão. Esse robô dizia: «mete mais água na caldeira»; «corta o carvão»; «mete carvão na caldeira». No fim da visita fizemos experiências e jogos muito interessantes, como, por exemplo, aquela em que dávamos à manivela e, através de um íman, limalhas de ferro eram sugadas.
Ainda no Museu, o Fábio Tadeu ganhou uma foto dele, porque respondeu correctamente a um questionário.
Depois de terminada a visita, regressámos felizes, mas cansados, a Toutosa, onde chegámos às 23h30.

Professora Sofia Pereira e alunos do CEF RC

sexta-feira, 20 de março de 2009

A adolescência...

A adolescência, para algumas pessoas, é uma fase complicada. É a idade em que começamos a dar mais valor à vida, em que damos mais importância às coisas por vezes sem valor e em que temos mais responsabilidades. Entramos na idade da parvoíce e na idade do amor. Também na adolescência começamos a percebermo-nos melhor a nós próprios, mas em algumas pessoas é o contrário. Também parece que já não nos importamos com nada, como, por exemplo, com a escola. Muitas pessoas, nesta idade, ficam apaixonadas, só pensam nisso, por isso é que, às vezes, os alunos baixam as notas…
Acho que a adolescência é diferente em todas as pessoas: algumas têm uns sentimentos, outras têm outros. Por vezes, a adolescência pode tornar-se traumática. Isso depende de pessoa para pessoa!
Quanto à minha adolescência, acho que tenho mais responsabilidades. É uma idade divertida, bonita de viver e acho que deve ser aproveitada, porque um dia mais tarde não sabemos o que irá acontecer. Mas deve ser usufruída de uma forma calma e agradável, para um dia mais tarde termos recordações agradáveis da nossa adolescência. Se a soubermos aproveitar, um dia mais tarde, podemos tornar-nos em mulheres/ homens. Por isso devemos viver a adolescência de uma maneira pacífica e saber que esta é uma fase importante, para mais tarde sermos o que queremos ser.

Helena Catarina, 8ºC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diário - Uma Questão de Cor

260109

Olá querido diário!
Este é o nosso primeiro dia no escritório. Hoje tive um dia cansativo. O Danny chegou cá a casa hoje. Ele é tão arrogante. Trouxe « milhentos » sacos, malas, caixas… Deve ter vindo para ficar !!!
Ele ficou com o meu quartinho!!! Ele fez lá uma revolução!
É só livros gigantes espalhados pelo meu quarto, autênticos calhamaços. Ele é cá um intelectual! O meu quartinho estava cheio de caixas, raquetas e ele encheu o meu quarto de posteres, mudou as minhas belas cortinas e nem os candeeiros escaparam. Enfim, mudou tudo!

Depois ainda teve a lata de dizer:
«ah, espero que não te importes, mas eu fiz umas pequenas mudanças no teu quarto!»

Que estúpido…
Espero que isto melhore, porque senão vou passar-me...
Até amanhã, querido diário.

Vítor, 8ºB

O dia em que deixei o meu espaço - diário íntimo

28 de Janeiro de 2009
Quarta-feira, 22h 30m

Querido diário, hoje rebentou uma bomba em minha casa (bem, pelo menos para mim foi)!
Nome dessa bomba:
Daniel, o meu querido primo que vinha do porto.
Resultados dessa bomba:
catástrofe total no meu espaço.
Já não bastava ter de viver em minha casa, ainda tinha de me vir tirar o meu quarto. Aquele quarto que era o perfeito, estava agora entregue a um rapaz que não lhe sabia dar o devido valor.
Esse rapaz chegou a minha casa cheio de bagagens. E eu perguntava-me: para quê tantas trouxas? Será que vinha para ficar?... Bem parece que sim! A tia Liz veio trazê-lo, com aquelas palavras portuguesas a fugir para o estrangeiro. A tia Liz era da África do Sul, mas já vivia no Porto há quinze anos. Acho que é tempo suficiente para aprender a falar um Português direito.
Voltando ao Danny, ele não me ligava nenhuma! Alias nós também nunca nos demos muito bem! Mas afinal vamos viver juntos e temos que nos dar pelo menos como conhecidos, coisa que acho que vai ser muito difícil, porque o Daniel é daquele género de rapazes que é intelectual a falar, mas na forma de vestir já não. Ele anda com as calças ao fundo do rabo e basta dar-lhe um toquezinho que elas caem logo.
Mas pronto… Ele é que sabe… Ele não é mesmo nada parecido comigo.
Bom, vamos ver como vão correr os dias que se seguem... mas desconfiam que não serão bons...

Até amanhã, querido diário! Já é muito tarde, porém não me apetece dormi. Tenho saudades do meu quarto!
Até amanhã!
Da tua querida…
Catarina.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A vida de um agricultor

Era uma vez uma pequena aldeia que se localizava no alto do Crasto. Nessa aldeia essas pessoas eram muito religiosas e as senhoras asseavam a igreja com girassóis e papoilas vermelhas. A igreja ficava deslumbrante, por isso os turistas, no verão, visitavam-na.
A vida dos agricultores era muito preenchida e agitada. Antes do nascer do sol, as mulheres levantavam-se para cuidar do gado, faziam o pequeno-almoço e preparavam uma merenda composta por: pão, presunto, moelas de galinha e queijo. É evidente que o vinho não faltava, pois ajudava a matar a sede.
O pai, a mãe, os filhos e as vizinhas juntavam-se no adro da igreja, onde faziam uma reza para o dia correr bem. Daí partiam para o campo, onde chegavam as 6 horas da manhã. As mulheres começavam logo a ceifar o trigo, enquanto outras mulheres faziam pequenos molhos para secar. Já os homens ia buscar o rebanho as cortes para colocarem a pastar. As 10 horas, merendavam, mas logo tornavam a ir trabalhar até às 12 horas. O sol queimava... À sombra está 40ºC, o que tornava o trabalho mais difícil, cansativo e impossível, como tal deitavam-se à sombra das azinheiras e dos sobreiros.
Dormiam uma bela cesta! As ovelhas eram guardadas pelos cães e muitas delas iam para a sombra onde dormiam. Por volta das 5 horas, retomavam o trabalho, mas antes comiam um bocado de pão com presunto e bebiam uma caneca de vinho. Os homens colocavam fardos de palha em cima do carro de bois. As crianças ajudavam os pais e acamavam palha.
O gato Bonifácio e a gata byoca aproveitavam a boleia até casa, brincando na palha e desfazendo os fardos.
A noite chegava calmamente!... Estes agricultores faziam e comiam a ceia e depois deitavam-se cedo
Assim é o dia dos alentejanos que trabalham arduamente de sol a sol até ao fim dos seus dias.

Texto elaborado pelos alunos do 8ºC, na aula de Língua Portuguesa

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dia Transparente

Faltava um quarto para as nove, quando Ana saiu de casa. Era sábado e estava uma manhã chuvosa. Ana dirigiu-se para o shopping no seu Porche. Era uma rapariga com dinheiro e invejada por muitas pessoas. Confiava apenas em duas pessoas: o seu namorado e o irmão deste.
Ana tinha marcado um encontro com o seu namorado dentro do shopping às 10:00h e ainda lhe dera tempo para fazer umas compras. Já quase a chegar a hora de estar com o namorado, Ana foi ao W.C.. Afonso chegara ao shopping, ligou à namorada e esta disse-lhe onde estava e que saía de imediato. Afonso esperou, mas ia ficando impaciente até que resolveu ir ao W.C e viu a namorada estatelada no chão com a cabeça na sanita. Ana não tinha ferimentos, simplesmente não respirava. Afonso chamou logo auxílio e o médico particular de Ana. Parecia o crime perfeito!
Ana permanecia no hospital, onde tentavam a todo o custo reanimar a rapariga.
A polícia judiciária deslocou-se ao local do crime, mas não encontrou impressões digitais, nem armas, nem sangue, nem outro objecto suspeito. As câmaras de vigilância estavam intactas e não havia nada de anormal nas suas filmagens. Havia apenas uma suspeita: desde há muito tempo alguém sentia alguma inveja pela vítima. Esta era uma empregada que trabalhava no shopping, local do crime, e que, por acaso, não permanecera no posto de trabalho no dia do crime, pois estava doente (afirmou ela à PJ, mostrando uma declaração médica). Como prova havia a testemunha do médico que a atendera.
Passaram-se alguns dias e sucedeu-se o funeral de Ana. Afonso estava completamente de rastos, pois amava muito a sua namorada. Na hora em que o caixão era colocado na terra, o irmão de Afonso, que até era o melhor amigo de Ana, não deixou que o fizessem. Luís revelara que foi ele o assassino e que Ana não estava morta.
Dissera ele à PJ que gostava, tal como o seu irmão, da vítima e queria que o irmão tivesse uma fraqueza e arranja-se outra para ficar com o caminho livre. Explicara também que trocou o detergente de lavar o chão por um gás que punha as pessoas sem respirar, mas mantinha-as vivas.
Ana acordou com um comprimido dado por Luís. Este que se redimira perante Ana e Afonso; não se livrou de ser preso.

Gabriela, 8ºC

NEVE +.+


9 de Janeiro de 2009: acordei!!!... era um dia como os outros, mas não tinha vontade de ir para a escola. Era daqueles dias triste, porque, na véspera, alguém de quem gostamos nos diz algo que nos deixa triste…
Como a vontade de ir não era muita, o despertador atrasou-se. Fui gatinhando até ao quarto da frente, onde me aconcheguei nos braços quentes e acolhedores da minha mãe, ainda frágil da operação…
Dou por mim a pensar que não posso ir abaixo pela notícia que me destroçou, mas que devo seguir em frente e agarrar a minha vida, para não perder o presente e para segurar o futuro…
Então, com a preguiça de sempre, saí vagarosamente da cama, ainda com os olhos entreabertos como um bebé acabado de nascer…
De repente, ergui as costas e olhei para o meu abajour cor-de-rosa, soltei um sorriso e vesti-me…
Chegada à casa de banho, apanhei o cabelo e escovei os dentes…
Saí de casa apressada, pois tive de ir a pé para a escola e perdi a primeira aula…
Estava na escola e era como se não estivesse, sentia uma mágoa daquela notícia do dia anterior… Vida complicada, tão controversa…
Estava na aula de Ciências Físico-químicas e o Penacho gritou: -“Está a nevar”.
Deu-me um frio na barriga, eu nunca tinha visto a nevar. Olhei para a janela e foi tão bonito!!! A paisagem estava branca, mas, ao mesmo tempo, fiquei triste. Um dia como este deve ser passado com as pessoas de quem mais gostamos…
Juntei-me à minha melhor amiga e ao meu melhor amigo e fiquei com eles a falar sobre a paisagem. Combinava tão bem o dia com o sentimento que tenho pelos dois…
Um sentimento de carinho num dia tão bonito…
Toda a escola ia sentir a neve a cair, em cima de seus corpos… e nós apreciávamos os risos das crianças do 5º ano…
Fomos para a aula de Português, esperançados que a professora nos deixasse ir lá para fora, mas ela negou o pedido…
Ficamos na sala com um filme a decorrer e a maior parte de nós à janela a ver os alunos do 9ºA lá fora a brincar com a neve…
Cá de cima, vidrados na janela, víamos os flocos de neve tão branquinhos e leves, flutuando no paraíso…
É tão divertido brincar nas aulas com o Piaskinha…
Não íamos ficar na escola por muito mais tempo, pois com a neve forma-se gelo na estrada e os autocarros podiam ter problemas…
Viam-se bolas de neve no ar atiradas pelos alunos… eu e os meus amigos fomos para os nossos lares envolvidos pelo branco e pela água da neve que derretia em nós …
Tomei um bom banho quente, quando cheguei a casa. O dia estava a correr bem, mas faltava o essencial…
Tocou o telemóvel …
: - “Estou?! Vem ter comigo, por favor, linda”
Eis a voz que faltava neste dia tão belo… Rapidamente me vi envolvida nas melhores das sensações…
Estava o dia completo com a companhia DELE, esqueci a notícia do dia anterior, pois a tristeza tivera-se amenizado…
Com as boas recordações do primeiro dia em que vi flocos de neve caindo na minha aldeia, na terra que me viu nascer, só me restava ver a neve derretendo…
Enquanto espelhada na janela, vendo o horizonte, deixava penetrar o meu espírito nos meus desenhos animados preferidos (Samurai X), a minha essência de sempre…
Mais um dia que não esquecerei… foi muito bom passar este dia na companhia dos meus melhores amigos… de tirar fotos pelo caminho até casa, de rir e brincar com eles…

SEM DÚVIDA UM DIA QUE FICARÁ NA MEMÓRIA!




Gabriela, 8ºC